O que é a colite e quais são as suas principais formas?
A colite refere-se a uma inflamação do cólon — que deve ser distinguida do síndrome do cólon irritável (funcional, sem inflamação). Pode ser aguda (infecciosa) ou crónica (doença inflamatória crónica do intestino). Arnaud, Doutor em Farmácia, salienta: qualquer colite acompanhada de febre, sangue nas fezes ou perda de peso requer uma avaliação médica urgente. Os suplementos naturais podem complementar o tratamento médico — descubra a nossa gama de probióticos e os nossos suplementos intestinais.
- Colite hemorrágica (CH): DMI que afeta exclusivamente o cólon (do reto até ao cólon direito) — hemorragias retais + tenesmo + diarreia crónica — evolução por surtos e remissões — tratamento médico especializado (5-ASA, corticosteroides, bioterapias)
- Colite de Crohn colónica: doença de Crohn localizada no cólon — lesão transmural + estenoses + possíveis fístulas — diferenciada da RCH através da biópsia colónica
- Colite infecciosa aguda: Clostridium difficile (pós-antibiótica), Salmonella, Campylobacter, E. coli enterohemorrágica — diarreia febril, com ou sem sangue — consulte a nossa página sobre distúrbios intestinais
- Colite microscópica: colagénica ou linfocítica — diarreia aquosa crónica > 4 semanas — colonoscopia normal, mas biópsias positivas — associada ao uso prolongado de AINEs e IBPs
- Colite isquémica: obstrução vascular do cólon — dores + diarreia sanguinolenta súbita em doentes cardiovasculares — emergência vascular
Acompanhamento natural da colite: suplementos e princípios ativos específicos
Em complemento ao tratamento médico prescrito, vários princípios ativos naturais ajudam a proteger a mucosa do cólon, a modular a inflamação e a restaurar a microbiota. Descubra as nossas fórmulas na gama de probióticos de farmácia.
- Probióticos (VSL#3, E. coli Nissle 1917, Lactobacillus reuteri): reduzem a inflamação da mucosa na colite ulcerosa — manutenção da remissão documentada — suplementos probióticos tamponados adequados para as Doenças Inflamatórias Crónicas do Intestino — cura de 3 a 6 meses na fase de remissão
- Cúrcuma (curcumina): anti-inflamatório da mucosa colónica — inibe o NF-κB e as citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-6) — dados clínicos positivos na colite ulcerosa leve a moderada — forma biodisponível com piperina ou lipossomal — a tomar às refeições
- Ómega-3 (EPA/DHA): modulam a resposta inflamatória intestinal — reduzem os leucotrienos pró-inflamatórios — apoio nutricional durante os surtos e na remissão — 2–4 g/dia
- Aloé vera (gel da folha interna): acalma e cicatriza a mucosa colónica inflamada — propriedades anti-inflamatórias comprovadas na colite ulcerosa leve — sumo ou gel a tomar de manhã, em jejum — dose adequada (excesso = efeito laxante)
- Zinco 15–25 mg/dia: repara e mantém a integridade da mucosa intestinal — frequentemente em défice nas DII — apoio à imunidade mucosa — a tomar durante ou após a refeição
Alimentação e estilo de vida durante uma colite
- Fase de surto: alimentação suave e com poucos resíduos — arroz, cenouras cozidas, frango, peixe branco — evitar fibras insolúveis (legumes crus, farelo de trigo, leguminosas) que irritam o cólon inflamado — dividir em 5–6 pequenas refeições
- Fase de remissão: reintrodução progressiva de fibras solúveis (aveia, pectina) — alimentos fermentados suaves (iogurte, kefir) para apoiar a microbiota — evitar álcool e tabaco (fatores que mantêm a colite ulcerosa)
- Hidratação reforçada: diarreia crónica → perdas hídricas e eletrolíticas significativas — água + bebidas de reidratação oral (BRO) durante os surtos — mínimo de 2 L/dia em remissão
- Gestão do stress: o stress é um fator desencadeante comprovado das crises de colite ulcerosa — coerência cardíaca, meditação, TCC — consulte a nossa página sobre o intestino irritável para conhecer as técnicas de gestão
- Monitorizar as carências: ferro (anemia por perdas hemáticas), vitamina B12 (se houver comprometimento do íleo na doença de Crohn), vitamina D (carência quase universal nas DII) — análises ao sangue a cada 6 meses
Tratamentos médicos, acompanhamento e sinais de emergência
- 5-ASA (mesalazina): tratamento de base da colite ulcerosa — comprimidos + supositórios, consoante a localização — manutenção da remissão — ao longo da vida na colite ulcerosa extensa
- Corticosteroides: tratamento de surtos moderados a graves — ação rápida — não como tratamento de base (efeitos indesejáveis cumulativos) — suplementação com cálcio + vitamina D durante a corticoterapia
- Bioterapias (anti-TNF, anti-IL, anti-integrinas): DII refratárias ou graves — prescrição especializada (gastroenterologista) — rastreio da tuberculose antes do início do tratamento
- Vigilância do risco de cancro: colonoscopia de rastreio a cada 1–2 anos após 8–10 anos de colite ulcerosa extensa — risco aumentado de cancro colorretal nas EII crónicas
- Emergência médica: megacólon tóxico (distensão + febre > 38,5 °C + taquicardia + alteração do estado geral) → ligar imediatamente para o 15