O que é a mucosa nasal e quais são as suas funções?
A mucosa nasal é a camada epitelial que reveste o interior das fossas nasais. Constitui a primeira barreira fisiológica entre o ambiente exterior e as vias respiratórias profundas — a sua saúde condiciona diretamente a qualidade da respiração, da imunidade local e da perceção olfativa. Os produtos paraa higiene nasal e a gama «Sphère ORL» estão disponíveis na loja.
- Estrutura histológica: epitélio cilíndrico pseudoestratificado ciliado — células ciliadas (300 cílios/célula, batendo 1 000 vezes/min) — células caliciformes secretoras de muco — glândulas submucosas (muco aquoso e viscoso) — densa rede vascular submucosa (cornos nasais — tecido erétil nasal que permite a termorregulação)
- Filtração: o muco retém as partículas > 10 µm (poeira, pólen, esporos, bactérias) — os cílios encaminham-nas para a faringe através da depuração mucociliar (renovação do tapete mucoso em 10 a 20 min) — primeira linha de defesa mecânica contra os agentes patogénicos inalados
- Condicionamento do ar: humidificação do ar a 80–95 % de humidade relativa — aquecimento até 34 °C antes de atingir a traqueia — proteção indispensável do parênquima broncial e alveolar contra o ar frio e seco
- Imunidade local: IgA secretora (anticorpos anti-infecciosos produzidos pelo tecido linfóide da mucosa) — células dendríticas (ativação da resposta imunitária adaptativa) — macrófagos residentes — produção de péptidos antimicrobianos (defensinas)
- Olfato: a mucosa olfativa na parte superior das fossas nasais (teto de cada fossa) concentra as células recetoras olfativas — hiposmia ou anosmia em caso de lesão da mucosa (rinite grave, infeção viral, incluindo a COVID-19)
Que patologias afetam a mucosa nasal?
- Rinite alérgica: inflamação mediada por IgE em resposta a alérgenos (pólen, ácaros, animais) — vasodilatação, edema da mucosa, hipersecreção de muco — alergia sazonal ou perene — tratamento com anti-histamínicos e corticosteroides nasais
- Rinite infecciosa: inflamação viral (rinovírus, VRS) ou bacteriana secundária — congestão nasal, secreção, sensação de ardor — resolução em 7 a 10 dias nas formas virais
- Sinusite: extensão da inflamação aos seios paranasais por contiguidade com a mucosa — obstrução da drenagem sinusal — dores de pressão faciais
- Atrofia da mucosa e nariz seco: diminuição da produção de muco com a idade, em ambientes secos ou após uso prolongado de vasoconstritores — mucosa fragilizada, sangramento fácil, nariz irritado e suscetível a infeções
- Impacto do stress: o cortisol crónico reduz a secreção de IgA secretora e altera a função ciliar — mucosa mais seca, menos protetora e mais vulnerável a infeções otorrinolaringológicas recorrentes
Como preservar a saúde da mucosa nasal?
- Hidratação e lavagem nasal: 1,5 a 2 L de água/dia — lavagem nasal isotónica 1 a 2 vezes/dia para manter a hidratação da mucosa e eliminar os irritantes — humidificador ambiente se a humidade relativa for < 40 %
- Vitamina A: essencial para a diferenciação e renovação das células epiteliais — a carência está associada a metaplasia e fragilização da mucosa — fontes (fígado, gema de ovo, cenouras, batata-doce, espinafres)
- Vitamina C: cofator da síntese de colagénio da submucosa — ação antioxidante nas células ciliadas — reforço da imunidade mucosa — 200 a 500 mg/dia através de uma alimentação variada ou de suplementos
- Ómega-3 EPA-DHA: manutenção da fluidez das membranas das células epiteliais — propriedades anti-inflamatórias que reduzem o edema da mucosa durante episódios de rinite — 2 a 3 g/dia em cura ou através do consumo regular de peixe gordo
- Evitar os irritantes crónicos (fumo do tabaco — principal fator de atrofia da mucosa, COV, ar condicionado sem humidificação) — limitar os sprays vasoconstritores a um máximo de 3–5 dias (rinite medicamentosa)