Resistência óssea: para além da densidade, a qualidade também é importante
A solidez dos ossos não se resume apenas à sua densidade mineral — dois ossos com o mesmo resultado no exame DEXA podem apresentar resistências muito diferentes, dependendo da qualidade da sua estrutura colagénica. É por isso que as nossas fórmulas remineralizantes completas combinam minerais e princípios ativos colagénicos.
- Densidade mineral: medida por DEXA — quantidade de cálcio e fósforo por cm² de osso — indicador de resistência à compressão
- Qualidade da estrutura colagénica: resistência à tração e à flexão — não medida pela DEXA — alterada na diabetes e nas carências de vitamina C e de proteínas
- Microarquitetura: organização das traves ósseas — degrada-se com a idade — visível na tomografia quantitativa, mas não na radiografia padrão
- Consequência: alguns doentes sofrem fraturas apesar de uma densidade «normal» — o osso é denso, mas a sua estrutura está fragilizada — importância do colagénio e da vitamina C para preservar a qualidade óssea
Precauções importantes para a suplementação com cálcio
O cálcio é indispensável — mas uma suplementação mal conduzida acarreta riscos documentados. As nossas gamas de cálcio e vitamina D incluem as formas e combinações que minimizam esses riscos.
- Cálculos renais: o cálcio tomado em jejum pode aumentar o risco de litíase oxalocálcica — tome o cálcio às refeições (o cálcio alimentar liga-se ao oxalato no trato digestivo e reduz a sua absorção)
- Risco cardiovascular: estudos sugeriram um risco acrescido de calcificação arterial com a toma isolada de suplementos de cálcio — a vitamina K2 (MK-7) reduz este risco, direcionando o cálcio para os ossos em vez de para as artérias — recomenda-se a combinação de cálcio + K2
- Dose máxima: não exceder 1 200–1 500 mg/dia no total (alimentação + suplementos) — dividir em doses de, no máximo, 500 mg para evitar a saturação intestinal
- Interações medicamentosas: o cálcio reduz a absorção das tetraciclinas, das quinolonas, da levotiroxina e dos bisfosfonatos por via oral — espaçar a toma em 2–3 horas
Prevenção de quedas: um fator determinante para a solidez óssea muitas vezes negligenciado
Fortalecer os ossos não é suficiente se não se reduzir o risco de traumatismo — nos idosos, a prevenção de quedas é tão importante quanto a densidade óssea para prevenir fraturas.
- Vitamina D3 e força muscular: a vitamina D3 atua nos recetores musculares e reduz o risco de queda em 20–30 % nos idosos — recomenda-se um nível sérico ≥ 30 ng/mL
- Equilíbrio e propriocepção: tai-chi, ioga, exercícios em plataforma proprioceptiva — reduzem as quedas em 20–40 %, segundo os estudos — a praticar pelo menos 2 vezes por semana
- Adaptação da habitação: remover tapetes escorregadios, instalar barras de apoio no chuveiro, melhorar a iluminação noturna — intervenções simples com grande impacto
- Correção visual: os distúrbios da visão multiplicam o risco de queda — exames oftalmológicos regulares a partir dos 65 anos
- Revisão da medicação: alguns medicamentos (benzodiazepinas, anti-hipertensivos) aumentam o risco de queda — a avaliar com o médico assistente
Mitos sobre a solidez dos ossos a corrigir
- Mito 1: «Só o cálcio é necessário» — sem vitamina D3, K2, magnésio e proteínas, o cálcio proveniente da alimentação ou de suplementos é pouco aproveitável pelos ossos
- Mito 2: «A osteoporose afeta apenas as mulheres» — 20 % dos doentes com osteoporose são homens — muitas vezes diagnosticados mais tarde, pois são menos acompanhados
- Mito 3: «Quanto mais cálcio tomar, melhor» — acima dos 1 500 mg/dia, o excesso não melhora a densidade óssea e aumenta os riscos renais e cardiovasculares
- Mito 4: «O osso é um tecido inerte» — a remodelação óssea é permanente, 10% do esqueleto renova-se todos os anos — a suplementação deve ser contínua, não pontual
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