O colagénio marinho é um colagénio hidrolisado extraído de subprodutos da pesca — principalmente peles e escamas de peixe. A sua particularidade: peptídeos de baixo peso molecular (1 000–3 000 Da) que atravessam a parede intestinal mais rapidamente do que os peptídeos de colagénio bovino, o que lhe confere uma biodisponibilidade considerada superior. É essencialmente do tipo I — o colagénio da pele, dos tendões e dos ossos. Descubra a nossa gama de colagénio nas farmácias e a página dedicada ao colagénio para uma apresentação completa dos tipos.
O que é o colagénio marinho?
O colagénio marinho é extraído por hidrólise enzimática ou térmica das peles, espinhas e escamas de peixes (bacalhau, marlan, tilápia). Trata-se de um verdadeiro colagénio animal hidrolisado — que não deve ser confundido com os complexos «vegan collagen booster», que não contêm colagénio, mas sim cofatores da sua síntese endógena. Na sua forma hidrolisada, o colagénio marinho é fragmentado em peptídeos bioativos (glicina-prolina-hidroxiprolina) diretamente utilizáveis pelos fibroblastos dérmicos e pelos condrócitos articulares. Valoriza os subprodutos da pesca — uma abordagem de economia circular.
Colagénio marinho vs. bovino: quais são as diferenças?
Ambas as fontes fornecem colagénio hidrolisado eficaz, com perfis distintos.
- Colagénio marinho: tipo I dominante, péptidos de peso molecular muito baixo (melhor absorção), fonte ideal para a pele e os tendões, sem alergénios bovinos — deve-se ter em conta a alergia ao peixe
- Colagénio bovino: tipos I e III, peptídeos ligeiramente maiores, mas muito bem tolerados, mais acessível economicamente, adequado para pessoas sem restrições alimentares relacionadas com produtos do mar
- Colagénio de frango: tipo II não desnaturado — específico da cartilagem, a associar à condroitina e à glucosamina
- Para a pele e o envelhecimento cutâneo: o colagénio marinho é a forma de referência
- Para as articulações: o colagénio de tipo II (de frango) associado à condroitina é a combinação mais estudada
Colagénio marinho e pele: quais são os benefícios?
O colagénio marinho de tipo I é o mais adequado para o apoio cutâneo e para as fórmulas antienvelhecimento.
- Os seus peptídeos são captados pelos fibroblastos dérmicos, que, em resposta, aumentam a sua síntese de colagénio, elastina e ácido hialurónico
- Contribui paraa elasticidade cutânea e para a redução da perda de firmeza
- A vitamina C é indispensável em associação — contribui para a formação normal do colagénio, essencial para o funcionamento normal da pele (alegação da EFSA)
- Resultados progressivos: tratamento regular de, no mínimo, 8 a 12 semanas
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Colagénio marinho e articulações?
Embora seja essencialmente do tipo I, o colagénio marinho hidrolisado pode apoiar o conforto articular e tendinoso.
Como utilizar o colagénio marinho?
A forma em pó é a mais comum e a mais adequada para doses terapêuticas.
- Dosagem habitual: 5 a 10 g por dia de peptídeos de colagénio marinho hidrolisado
- De diluir em água fria, num sumo ou num batido (não aquecer a mais de 60 °C — degradação dos péptidos)
- Sempre acompanhado de vitamina C — cofator indispensável para a hidroxilação da prolina
- Combinações ideais: vitamina C + ácido hialurónico + zinco + silício orgânico
- Cura de 3 a 6 meses — os efeitos cutâneos e articulares são progressivos e dependem da dose
Precauções e contraindicações?
O colagénio marinho é bem tolerado — alguns pontos a ter em atenção.
- Alergia ao peixe: contraindicação formal — opte por colagénio bovino ou de frango
- Escolher fórmulas com rastreabilidade clara (espécie, zona de pesca) e controlo de metais pesados e contaminantes
- Dê preferência aos selos MSC ou de pesca sustentável para os produtos provenientes do mar
- Gravidez e amamentação: recomenda-se consultar um médico por precaução
- Crianças: a suplementação não é indicada, salvo prescrição médica — as necessidades de colagénio são cobertas pela alimentação