O colagénio é a proteína mais abundante no corpo humano — representa cerca de 30 % da massa proteica total. Presente na pele, nos tendões, nos ligamentos, na cartilagem e nos ossos, assegura a resistência mecânica e a elasticidade dos tecidos conjuntivos. A sua produção diminui progressivamente a partir dos 25–30 anos — daí o interesse crescente pelos suplementos à base de peptídeos de colagénio hidrolisado. Conheça a nossa gama de colagénio para as articulações.
O que é o colagénio?
O colagénio é uma glicoproteína fibrosa formada por três cadeias polipeptídicas enroladas numa tripla hélice. É sintetizado pelos fibroblastos (pele), pelos condrócitos (cartilagem) e pelos osteoblastos (ossos), tendo a vitamina C, o zinco e o manganês como cofatores indispensáveis. Na suplementação, é disponibilizado sob a forma de peptídeos de colagénio hidrolisado (colagénio fragmentado em pequenas cadeias de aminoácidos por hidrólise enzimática) — uma forma que é melhor absorvida do que o colagénio nativo.
Os tipos de colagénio: quais são as diferenças?
Existem mais de 28 tipos de colagénio — os três principais utilizados na suplementação têm alvos tecidulares distintos.
- Tipo I: o colagénio predominante na pele (80 %), nos ossos, nos tendões e nos ligamentos — fórmulas antienvelhecimento e de apoio ósseo
- Tipo II: colagénio específico da cartilagem articular — formulado com condroitina e glucosamina nos suplementos para as articulações
- Tipo III: colagénio das paredes vasculares, da pele e dos órgãos — frequentemente associado ao tipo I
- As fórmulas combinadas dos tipos I + III (pele, cabelo, unhas) e do tipo II (articular) cobrem as principais necessidades
Colagénio e articulações: que tipo de apoio?
O colagénio do tipo II constitui cerca de 50 % da cartilagem articular seca — a sua ingestão através de suplementos é uma das indicações mais estudadas.
- Fornece os aminoácidos (glicina, prolina, hidroxiprolina) necessários à síntese do colagénio cartilaginoso pelos condrócitos
- Os peptídeos de colagénio hidrolisado acumulam-se na cartilagem após a absorção — estimulando a síntese local
- A combinar com condroitina, glucosamina e MSM para um apoio articular completo
- A vitamina C é indispensável nas fórmulas: contribui para a formação normal do colagénio (alegação da EFSA) para a cartilagem e os ossos
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Colagénio e pele: quais são os benefícios?
A pele contém 75 % de colagénio em peso seco — a sua degradação progressiva explica os sinais de envelhecimento cutâneo.
De origem bovina, marinha ou vegetal: qual a fonte?
Cada fonte de colagénio tem as suas vantagens específicas, dependendo do perfil e do objetivo.
- Colagénio marinho (peixes): peptídeos de pequeno tamanho, rápida absorção intestinal, rico em tipo I — referência para fórmulas de beleza e para a pele
- Colagénio bovino: rico em tipos I e III (pele, ossos, tendões), mais acessível, adequado para vegetarianos não estritos
- Colagénio de frango: fonte de tipo II não desnaturado — específico para o apoio articular e cartilaginoso
- Alternativas vegetais: não existe colagénio vegetal (proteína exclusivamente animal) — as fórmulas «vegan collagen booster» fornecem vitamina C, zinco, manganês e silício orgânico para estimular a síntese endógena
Como utilizar o colagénio como suplemento?
O momento de administração e as combinações determinam, em grande parte, a eficácia da suplementação.
- Dosagem: 5 a 10 g de peptídeos de colagénio hidrolisado por dia para a pele — 10 a 15 g para o apoio articular
- De tomar de preferência em jejum ou com uma refeição ligeira — absorção otimizada
- Sempre acompanhado de vitamina C: cofator indispensável para a hidroxilação da prolina (síntese do colagénio)
- Cura de, pelo menos, 3 meses — os efeitos na pele e nas articulações são progressivos
- Pó hidrossolúvel: diluir em água fria, sumo ou batido — sabor neutro na maioria das fórmulas