A glucosamina é um aminoácido naturalmente presente na cartilagem articular humana. É o precursor dos glicosaminoglicanos (sulfato de condroitina, sulfato de heparano) — componentes essenciais da matriz cartilaginosa. A sua produção endógena diminui com a idade, o que justifica o interesse na suplementação para o bem-estar articular. Descubra a nossa gama de produtos com glucosamina nas farmácias.
O que é a glucosamina?
A glucosamina é sintetizada no organismo a partir da glicose e da glutamina pelos condrócitos. Na forma de suplemento, é extraída das carapaças de crustáceos (N-acetil-glucosamina, sulfato de glucosamina) ou sintetizada por fermentação (nas formas veganas). Fornece o substrato utilizado diretamente pelos condrócitos para sintetizar os proteoglicanos da matriz cartilaginosa. A sua absorção oral está estimada em 90 % — as formas de sulfato e cloridrato apresentam uma biodisponibilidade comparável. A página sobre a condroitina apresenta o seu mecanismo complementar.
Glucosamina e cartilagem: qual é o mecanismo?
A glucosamina atua diretamente na biossíntese da matriz cartilaginosa.
- É incorporada nas cadeias de glicosaminoglicanos (sulfato de condroitina, sulfato de queratano) que formam os proteoglicanos da cartilagem
- Estimula os condrócitos a produzirem mais matriz extracelular cartilaginosa
- Inibe certas enzimas que degradam a cartilagem (agrecanasas, metaloproteases)
- Contribui para a manutenção da hidratação da cartilagem, favorecendo a retenção de água pelos proteoglicanos
- Ver também dores articulares e a gama de suplementos para as articulações
Glucosamina e desporto: quais são os benefícios?
As solicitações articulares repetidas no desporto aceleram o desgaste da cartilagem — a glucosamina é um dos princípios ativos nutracêuticos mais adequados a este contexto.
- Contribui para manter a integridade da cartilagem articular sujeita a choques e a tensões mecânicas repetidas
- Particularmente indicada para a corrida, o ciclismo, os desportos de contacto e o treino de musculação intensivo
- De combinar com o MSM (enxofre para a síntese de proteoglicanos) e com a vitamina C (cofator da síntese de colagénio)
- Apoia a recuperação desportiva em combinação com o colagénio de tipo II
- Prazo de ação: mínimo de 4 a 8 semanas — recomenda-se uma cura de 3 meses para um efeito ideal
Como utilizar a glucosamina numa cura?
O protocolo de suplementação está bem estabelecido na área dos nutracêuticos articulares.
- Dosagem padrão: 1 200 a 1 500 mg/dia de sulfato ou cloridrato de glucosamina, em 1 a 2 doses
- Tomar durante as refeições para otimizar a absorção e limitar eventuais distúrbios digestivos
- Duração da cura: 8 a 12 semanas — renovável 2 a 3 vezes por ano, conforme as necessidades
- Formas disponíveis: cápsulas, comprimidos, pó hidrossolúvel, fórmulas combinadas
- Escolha uma glucosamina de qualidade farmacêutica com teor garantido do princípio ativo
Quais são as combinações ideais para a glucosamina?
A glucosamina atinge a sua plena eficácia em fórmulas combinadas.
- Condroitina: inibe as enzimas que degradam a cartilagem — sinergia direta com a glucosamina (estimulação da síntese)
- MSM: enxofre biodisponível para a síntese de proteoglicanos e de colagénio articular
- Colagénio de tipo II: aporte de aminoácidos estruturais para a cartilagem
- Ácido hialurónico: lubrificação sinovial complementar
- Boswellia: apoio ao conforto articular e à flexibilidade
- A vitamina C é indispensável: cofator EFSA da síntese normal do colagénio
Contra-indicações e precauções?
A glucosamina é muito bem tolerada — algumas precauções importantes a ter em conta.
- Alergia aos crustáceos: contraindicação para as formas extraídas de carapaças — opte por uma glucosamina de fermentação vegetal ou sintética
- Diabetes: a glucosamina pode alterar ligeiramente a glicemia — informe obrigatoriamente o seu médico; recomenda-se a monitorização da glicemia
- Anticoagulantes (varfarina): possível interação — informe o seu médico
- Mulheres grávidas e a amamentar: evitar por precaução (dados insuficientes)
- Possíveis distúrbios digestivos ligeiros no início do tratamento — tomar às refeições