O que é o zumbido nos ouvidos e quais são as suas causas?
O zumbido nos ouvidos é uma perceção auditiva subjetiva — assobio, ronco, zumbido ou tique-taque — sentida sem que exista uma fonte sonora externa. Corresponde ao que também se denomina «zumbido». Para um tratamento completo, consulte a página sobre o zumbido. Os produtos naturais para os cuidados com os ouvidos estão disponíveis na loja.
- Perda auditiva e traumatismo sonoro: a causa mais frequente — o envelhecimento coclear (presbiacusia) e a exposição a ruídos intensos (concertos, auscultadores, máquinas) destroem as células ciliadas da cóclea — estas células não se regeneram — o cérebro compensa gerando uma atividade espontânea percebida como um zumbido — os aparelhos auditivos reduzem essa perceção ao restimular as vias auditivas
- Tampão de cera: obstrução do canal auditivo devido a uma acumulação de cera — causa reversível e simples — os ceruminolíticos (sprays ou gotas), seguidos de uma irrigação auricular realizada por um profissional, são suficientes para fazer desaparecer o zumbido nestes casos
- Distúrbios vasculares e circulatórios: zumbidos pulsáteis (sincronizados com o pulso) — hipertensão arterial, malformações vasculares, aterosclerose — o zumbido acompanha o ritmo cardíaco — é necessário realizar um exame cardiovascular
- Outras causas: medicamentos ototóxicos (aspirina em doses elevadas, aminoglicosídeos, quinina, certos diuréticos, cisplatina) — disfunção da articulação temporomandibular (ATM — zumbido agravado pela mastigação) — otite ou otalgia — tumor do nervo auditivo (neurinoma do nervo auditivo — zumbido unilateral + perda auditiva progressiva)
Que remédios naturais e tratamentos existem para aliviar o zumbido?
O zumbido sem causa identificável e tratável (idiopático) não dispõe de um tratamento curativo comprovado. O tratamento visa reduzir a perceção e o impacto na qualidade de vida. Vários suplementos naturais revelaram-se promissores em estudos, com eficácia variável consoante os indivíduos.
- Ginkgo biloba: o mais estudado para o zumbido vascular — melhora a microcirculação coclear (ação sobre o fluxo sanguíneo nos capilares do ouvido interno) — flavonóides e terpenóides antioxidantes — extrato padronizado EGb 761 (240 mg/dia em 2 doses) — resultados variáveis: melhor efeito nos zumbidos de origem vascular, menos conclusivo nas formas pós-traumáticas — Contraindicações: anticoagulantes (potencializa o efeito)
- Zinco: cofator enzimático envolvido na proteção das células ciliadas cocleares contra o stress oxidativo — défice de zinco frequente em pessoas que sofrem de zumbido — suplementação (50–66 mg/dia durante 2 meses) pode reduzir a intensidade percebida em indivíduos com deficiência — deve respeitar-se a dose máxima (tóxico em doses elevadas prolongadas)
- Vitamina B12: desempenha um papel na mielinização das fibras nervosas auditivas — a deficiência está associada a uma maior frequência de zumbidos — a suplementação é útil em caso de carência comprovada (recomenda-se a realização de uma análise sérica prévia)
- Magnésio: protege as células ciliadas contra a excitotoxicidade glutamatérgica (mecanismo envolvido no traumatismo sonoro) — tomado antes de uma exposição sonora intensa, reduz o risco de lesão coclear temporária — útil na prevenção para músicos e trabalhadores expostos ao ruído
Stress, alimentação e gestão do zumbido no dia a dia
O stress é o principal fator que amplifica a perceção do zumbido — não o cria, mas torna-o significativamente mais difícil de suportar. O cortisol aumenta a vigilância e a hiperreatividade do sistema auditivo central, tornando o zumbido mais intenso. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) adaptada ao zumbido e a terapia de reabilitação auditiva (TRT — Tinnitus Retraining Therapy) são as abordagens não medicamentosas mais documentadas.
- Alimentação e zumbido: cafeína (pode aumentar a sensibilidade auditiva e agravar a perceção em algumas pessoas) — álcool (vasodilatação coclear seguida de um efeito rebote vasoconstritor) — excesso de sal (pode agravar as formas associadas à doença de Ménière) — açúcares refinados (glicemia instável associada a flutuações na perceção) — alimentação anti-inflamatória e antioxidante (ómega-3, frutas coloridas, vegetais) favorável à saúde coclear
- Gestão do som e do ambiente: não procurar o silêncio total (agrava a perceção do zumbido) — utilizar ruído de fundo neutro (ventilador, música suave, geradores de ruído branco) — terapia de mascaramento sonoro — proteção auditiva (tampões ou auscultadores antirruído) durante exposições sonoras intensas — evitar a utilização de cotonetes (traumatismo e cerume compactado)
- Técnicas de relaxamento: coerência cardíaca, meditação de plena consciência, sofrologia, ioga — reduzem a hipervigilância auditiva e o impacto emocional — praticadas regularmente, diminuem significativamente o sofrimento associado ao zumbido, sem o eliminar