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Seva de bétula: benefícios desintoxicantes e remineralizantes para o corpo

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O que é a seiva de bétula?

A seiva de bétula é a água ascendente recolhida na primavera da bétula verrugosa (Betula pendula) ou da bétula pubescente (Betula pubescens), no momento em que a árvore retoma a sua circulação após o inverno. Este líquido translúcido, ligeiramente adocicado, é a expressão viva da própria árvore: transporta para os botões os minerais, oligoelementos, ácidos orgânicos e açúcares que permitirão a folhagem. A sua colheita é feita através de uma incisão controlada no tronco, em março-abril, uma técnica tradicional dos silvicultores do Norte e da Europa Central, que não danifica a árvore.

Que benefícios oferece a seiva fresca?

A sua composição mineral define um perfil único entre as bebidas funcionais:

  • Remineralização suave através do aporte de potássio, cálcio, magnésio, silício, manganês e zinco;
  • Apoio à drenagem renal e à eliminação sazonal;
  • Apoio no combate à retenção de líquidos e à sensação de pernas pesadas;
  • Apoio ao tónus geral no final do inverno, tradicionalmente reconhecido;
  • Hidratação mineralizada natural, com baixo teor calórico;
  • Apoio às curas de desintoxicação da primavera.

Por que razão esta cura é sazonal?

A seiva de bétula só escorre durante algumas semanas por ano, entre o final de fevereiro e o início de abril, dependendo das regiões e das latitudes. Este fluxo corresponde ao momento em que a árvore retira nutrientes do solo para preparar a brotação dos botões. A seiva fresca está viva: contém enzimas ativas e fermenta naturalmente após alguns dias, o que a torna um produto efémero com um período de utilização muito curto. A tradição naturopática transformou-a na bebida depurativa emblemática da primavera, consumida após os excessos do inverno.

Como decorre uma cura de primavera?

O protocolo clássico é simples:

  • Duração: 3 semanas consecutivas, em março ou abril, consoante a disponibilidade;
  • Dosagem: 150 a 250 ml por dia, de preferência em jejum pela manhã, 15 a 30 minutos antes do pequeno-almoço;
  • Conservação: seiva fresca no frigorífico, a consumir no prazo de 2 a 3 semanas após a abertura;
  • Sabor: naturalmente neutro a ligeiramente adocicado e com notas amadeiradas; algumas garrafas tornam-se ligeiramente espumantes (fermentação láctica natural, sem perigo);
  • É possível realizar uma segunda cura no outono, mas o efeito da primavera continua a ser o mais marcante do ponto de vista fisiológico.

Seiva fresca, pasteurizada ou fermentada: o que escolher?

Coexistem três formatos, cada um com as suas vantagens:

  • Seiva fresca não transformada: a versão mais rica em enzimas vivas, com curto prazo de conservação no frigorífico;
  • Seiva pasteurizada: estabilizada por aquecimento suave, longa conservação, mas perda parcial das enzimas;
  • Seiva fermentada: transformada naturalmente numa bebida ligeiramente ácida e probiótica;
  • Ampolas bebíveis: seiva concentrada, formato prático para curas fora de época ou viagens.

Para uma cura tradicional, a seiva fresca biológica não pasteurizada, colhida junto de um produtor certificado, continua a ser a referência. Verifique a data de colheita na garrafa.

Qual é a diferença em relação à infusão de folhas?

As duas preparações são complementares, não substituíveis. A seiva é uma água mineralizada viva, com propriedades predominantemente remineralizantes e drenantes suaves, para ser consumida em grandes quantidades.A infusão de folhas secas (disponível durante todo o ano) concentra flavonóides diuréticos e aquaréticos mais ativos em termos de eliminação, em menor volume. A seiva atua no terreno e nos minerais; a infusão, na drenagem urinária direcionada.

Ajuda a perder peso?

A seiva de bétula não faz emagrecer no sentido de uma queima de gordura, mas acompanha eficazmente os processos de emagrecimento, atuando em três eixos: eliminação do excesso de água e dos incómodos da celulite aquosa, apoio ao trânsito intestinal e hidratação com baixo teor calórico, em substituição de bebidas açucaradas. Só faz sentido quando associada a uma alimentação equilibrada e a uma atividade física regular.

Que precauções devem ser tomadas com a seiva de bétula?

  • Alergia ao pólen das bétulas (febre dos fenos): cautela, possíveis reações cruzadas;
  • Contraindicada em casode insuficiência renal ou de edema associado a uma patologia cardíaca descompensada;
  • É necessário ter cuidado durante o tratamento com diuréticos ou anti-hipertensivos: recomenda-se consultar um farmacêutico;
  • Não recomendado em mulheres grávidas ou a amamentar e em crianças com menos de 12 anos, em cura completa;
  • Cura limitada a 3 semanas consecutivas para evitar qualquer desequilíbrio hidromineral;
  • Se houver fermentação visível (espuma, acidez acentuada): a seiva continua a ser consumível, mas o seu sabor altera-se. Deve evitar-se se estiver fortemente alterada.

Que plantas associar à seiva de bétula?

As sinergias primaveris reforçam o efeito depurativo: