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Proteger o fígado de forma natural: princípios ativos e alimentação específica

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O que é a proteção hepática e por que é que precisamos dela?

A proteção hepática engloba todas as estratégias preventivas e terapêuticas destinadas a preservar a integridade dos hepatócitos contra as agressões quotidianas — medicamentos, álcool, toxinas ambientais, excessos alimentares e stress oxidativo. De distinguir do tratamento de patologias comprovadas (ver o nosso hub sobre doenças hepáticas). A nossa gama de suplementos desintoxicantes reúne as fórmulas hepatoprotetoras mais bem documentadas.

  • Agressões diárias ao fígado: medicamentos (citocromos P450 — cada medicamento metabolizado gera metabolitos potencialmente tóxicos) — álcool (acetaldeído, tóxico direto para os hepatócitos) — frutose industrial (lipogénese hepática) — pesticidas e solventes (acumulação hepática)
  • Populações com elevado risco de hepatotoxicidade: pessoas que tomam vários medicamentos (interações + acumulação de carga citosólica) — consumidores regulares de álcool — excesso de peso/diabetes tipo 2 (esteatose) — profissões expostas a solventes (pintura, química, impressão)
  • Medicamentos mais hepatotóxicos: paracetamol (> 3–4 g/dia em indivíduos saudáveis, > 2 g/dia em caso de hepatopatia) — amoxicilina-clavulanato (primeira causa de colestase medicamentosa em França) — metotrexato (fibrose hepática cumulativa) — amiodarona — estatinas (citólise ligeira frequente) — antifúngicos azólicos
  • Sinais de insuficiência hepática aguda (ligue para o 15): icterícia súbita — confusão + asterixis (encefalopatia) — hemorragias anormais (TP < 50 %) — ascite de aparecimento rápido — sempre uma emergência médica
  • Diferença entre proteção e tratamento: a proteção hepática é preventiva (antes ou durante a exposição) — o tratamento hepático é curativo (doença estabelecida: hepatite, cirrose)

Principais princípios ativos da proteção hepática e os seus mecanismos

  • N-acetilcisteína (NAC): precursor do glutationa (GSH) — principal antioxidante intracelular do fígado — antídoto de referência na intoxicação por paracetamol (perfusão IV hospitalar) — na prevenção: 600 mg × 2/dia por via oral — apoio à fase II da desintoxicação (conjugação com sulfato/glucuronídeo)
  • Cardo-mariano (silimarina 150–300 mg/dia): estabiliza as membranas dos hepatócitos contra a entrada de toxinas — antioxidante (eliminador de radicais livres) — estimula a síntese de proteínas hepáticas (regeneração) — dados clínicos na hepatotoxicidade medicamentosa e alcoólica
  • Polifenóis (EGCG do chá verde, resveratrol, antocianinas): ativam as sirtuínas hepáticas (SIRT1) — reduzem o stress oxidativo intra-hepático — dados epidemiológicos sobre a redução do risco de CHC (chá verde) — chá verde: 3–5 chávenas/dia ou extrato padronizado de 400 mg/dia (precaução: hepatotoxicidade paradoxal em doses muito elevadas e concentradas)
  • Ómega-3 (EPA/DHA, 2–4 g/dia): reduzem a síntese de triglicéridos hepáticos — anti-inflamatórios (resolvinas, protectinas) — dados clínicos positivos na esteatose hepática não alcoólica (NASH) — a associar à vitamina E na NASH
  • Cúrcuma biodisponível + piperina: inibição do NF-κB e do TNF-α (anti-inflamatório hepático) — ativação do Nrf2 (expressão das enzimas antioxidantes intra-hepáticas) — 500–1 000 mg/dia às refeições — contraindicação em caso de litíase biliar conhecida

Proteção hepática durante a medicação, consumo de álcool e apoio durante o tratamento

  • Paracetamol e NAC: o paracetamol gera um metabolito tóxico (NAPQI) eliminado pelo glutationa — em caso de sobredosagem ou de fígado debilitado (álcool, desnutrição), o glutationa esgota-se → necrose hepatocelular — a NAC repõe as reservas de glutationa — nunca exceder 1 g × 3/dia em pessoas de risco
  • Amoxicilina-clavulanato (Augmentin): principal causa de colestase medicamentosa — vigiar os sinais de icterícia nas 4–6 semanas seguintes ao tratamento — comunicar à farmacovigilância em caso de icterícia pós-antibiótica — em alternativa, informar sistematicamente o doente antes da prescrição
  • Apoio periquimioterapêutico: cardo-mariano + NAC para apoiar a tolerância hepática às quimioterapias hepatotóxicas — SEMPRE com o consentimento do oncologista (alguns princípios ativos podem interferir com a eficácia dos tratamentos)
  • Álcool e proteção hepática: a suplementação com NAC e cardo-mariano pode atenuar a hepatotoxicidade alcoólica — não substitui a redução ou a cessação do consumo de álcool — cessação total se as transaminases forem > 3 × o normal
  • Avanços recentes: terapias génicas de ARNi direcionadas aos genes da fibrose hepática (fase de desenvolvimento clínico) — inteligência artificial para prever a toxicidade hepática medicamentosa individual — organóides hepáticos para o teste de toxicidade personalizado

Alimentação, avaliação hepática e proteção no dia a dia

  • Alimentação hepatoprotetora diária: café, 2 a 4 chávenas (redução de 40 % do risco de cirrose) — vegetais crucíferos (sulforafano, indução das enzimas de desintoxicação das fases I e II) — frutos secos (vitamina E, selénio) — azeite virgem extra (hidroxitirosol, antioxidante hepático) — consulte a nossa gama de produtos de emagrecimento e desintoxicação
  • Hidratação 1,5–2 L/dia: a água é essencial para a conjugação das toxinas em formas hidrossolúveis elimináveis — dar prioridade à água sem gás (bebidas gaseificadas açucaradas = frutose hepatotóxica)
  • Exercício físico 30 min/dia: reduz a esteatose hepática em 20–30 %, independentemente da perda de peso — melhora a sensibilidade à insulina hepática — o ioga (posturas invertidas) estimula o fluxo portal
  • Balanço hepático de acompanhamento: ALAT + ASAT + GGT + PAL + bilirrubina — anual em caso de exposição a fatores de risco — antes/durante/após a toma de medicamentos hepatotóxicos de uso crónico — Fibroscan para avaliar a fibrose hepática sem biópsia
  • Automedicação com risco hepático: ibuprofeno (AINEs, contraindicados em caso de hepatopatia) — suplementos alimentares não controlados (kava, valeriana em doses elevadas, extratos concentrados de chá verde > 800 mg/dia) — informar sempre o médico sobre todos os suplementos