A luteína é um carotenóide xantofila que se encontra naturalmente concentrado na retina humana, em particular na mácula. Juntamente com a zeaxantina, forma o pigmento macular, que atua como um filtro ótico natural contra a luz azul e os raios UV. Faz parte dos carotenóides mais importantes para a saúde ocular. Descubra a nossa seleção de suplementos para a visão.
O que é a luteína?
A luteína é um pigmento amarelo-alaranjado classificado entre os xantofilos (carotenóides oxigenados). O organismo humano não consegue sintetizá-la — pelo que é indispensável um aporte alimentar regular. Concentra-se seletivamente em dois locais anatómicos fundamentais: a mácula da retina (em concentrações 100 vezes superiores às do plasma) e o cristalino. A sua estrutura confere-lhe uma capacidade única de absorver os comprimentos de onda azuis (400–500 nm) — os mais nocivos para os fotorreceptores — e de neutralizar os radicais livres gerados pela luz.
Luteína e visão: qual o seu papel na retina?
A luteína desempenha um papel estrutural e funcional diretamente nos tecidos retinianos.
- Constitui o pigmento macular ótico juntamente com a zeaxantina — a sua densidade está correlacionada com a qualidade da visão central
- Filtra a luz azul antes de esta atingir os fotorreceptores da fóvea
- Protege as células retinianas contra o stress oxidativo induzido pela luz
- A sua concentração na mácula reflete a ingestão alimentar ao longo do tempo e pode ser aumentada através da suplementação
- Associada à zeaxantina e ao DHA em fórmulas de apoio ocular completo
Luteína e luz azul dos ecrãs?
A exposição prolongada aos ecrãs (smartphones, computadores, tablets) emite comprimentos de onda azuis de alta energia que sobrecarregam intensamente os fotorreceptores da mácula.
- A luteína absorve esses comprimentos de onda azuis (430–460 nm) antes de atingirem a retina
- Um baixo nível de pigmento macular está associado a uma maior sensibilidade ao brilho e à fadiga visual
- A suplementação pode contribuir para melhorar a densidade do pigmento macular — um efeito comprovado por estudos de imagiologia retiniana
- A combinar com zinco e vitamina C em fórmulas destinadas à proteção solar e à fadiga visual
- Para indivíduos em risco de degeneração macular: consulte a nossa página sobre DMLA e um oftalmologista
Luteína e pele: quais são os benefícios?
Enquanto carotenóide lipossolúvel, a luteína integra-se nas membranas cutâneas, onde exerce uma proteção antioxidante.
- Contribui para a proteção da pele contra o stress oxidativo induzido pelos raios UV (fotoproteção interna)
- Apoia a elasticidade e a hidratação da pele, protegendo os lípidos das membranas contra a oxidação
- Em sinergia com outros antioxidantes (vitaminas C e E, ómega 3), contribui para retardar o envelhecimento cutâneo oxidativo
- Está presente em algumas fórmulas cosméticas de proteção solar interna
Como utilizar a luteína como suplemento?
A suplementação segue protocolos bem definidos, consoante o objetivo.
- Dose habitual: 6 a 20 mg de luteína por dia, de acordo com as recomendações
- Deve ser tomada durante uma refeição que contenha gorduras (a luteína é lipossolúvel) — um fio de azeite melhora a absorção
- Fórmulas com zeaxantina: proporção recomendada de luteína/zeaxantina de 5:1 (refletindo a composição do pigmento macular)
- Cura de, pelo menos, 3 meses para observar um aumento mensurável do pigmento macular
- Pode ser combinada com cápsulas de DHA para uma proteção retiniana completa
Como escolher uma luteína de qualidade?
A fonte e a forma farmacêutica determinam a eficácia da suplementação.
- Dê preferência à luteína extraída da calêndula (Tagetes erecta) — a fonte mais concentrada e com maior biodisponibilidade, padronizada em luteína livre
- Verifique a presença de zeaxantina na fórmula — indispensável para reproduzir o perfil do pigmento macular
- Cápsulas moles contendo óleo vegetal: melhor biodisponibilidade do que os comprimidos secos
- Certificado como isento de OGM e de solventes sintéticos — opte pelos selos FloraGlo® ou OptiSharp® como referência de qualidade
- Possível carotenodermia em caso de sobredosagem (coloração amarelada da pele) — inofensiva, reversível após a interrupção do tratamento