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DMLA: Preserve a sua visão e o seu bem-estar ocular

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DMLA seca ou húmida: quais são as diferenças no tratamento?

A DMLA (degeneração macular relacionada com a idade) apresenta-se em duas formas com mecanismos distintos. A forma seca (atrófica, 85-90 % dos casos) evolui lentamente — o tratamento baseia-se na suplementação nutricional validada pelo estudo AREDS2 e no acompanhamento oftalmológico regular. A forma húmida (neovascular), menos frequente mas mais agressiva, implica uma proliferação de novos vasos sanguíneos sub-retinianos que pode causar uma perda rápida da visão em poucas semanas — o seu tratamento recai exclusivamente nas injeções intravitreais anti-VEGF, administradas por um oftalmologista especializado. Qualquer alteração do campo visual central — mancha escura, distorção das linhas retas no teste da grelha de Amsler — requer uma consulta oftalmológica urgente.

A fórmula AREDS2: qual é a suplementação de referência?

O estudo AREDS2 (NIH, 4 203 doentes, 5 anos) é a referência mundial para a suplementação na DMLA intermédia. A fórmula validada combina 10 mg de luteína + 2 mg de zeaxantina + 500 mg de vitamina C + 400 UI de vitamina E + 25 mg de zinco + 2 mg de cobre. Esta fórmula reduz em 25 % o risco de progressão para uma DMLA avançada em doentes na fase intermédia — não previne a DMLA em indivíduos saudáveis. A vitamina E (tocoferóis) desempenha um papel antioxidante direto nas células fotorreceptoras, inibindo a peroxidação lipídica das membranas ricas em DHA.

O selénio e o resveratrol contra o stress oxidativo macular?

O selénio é um cofator da glutationa peroxidase (GPx) retiniana — enzima de primeira linha contra os peróxidos lipídicos gerados pela fotooxidação crónica. Estudos epidemiológicos associam níveis séricos baixos de selénio a uma maior gravidade da DMLA atrófica. O resveratrol ativa a SIRT1 e a Nrf2, induzindo a síntese de glutationa e SOD nas células do epitélio pigmentar retiniano, e inibe o NF-kB pró-inflamatório. Modelos animais demonstram uma redução significativa da formação de drusas — estão em curso ensaios clínicos em seres humanos.

O ginkgo biloba melhora a microcirculação coróide?

A alteração da microcirculação coróide é um mecanismo central na progressão da DMLA — a coróide assegura 80 % do fornecimento de oxigénio à retina externa. O ginkgo biloba (EGb 761, 240 mg/dia) melhora a microcirculação através dos seus flavonóides (quercetina, kaempferol), que inibem a agregação plaquetária e melhoram a deformabilidade dos eritrócitos. Estudos aleatórios demonstram uma melhoria modesta da função visual na DMLA seca em fase inicial — dados preliminares, complementares à fórmula AREDS2.

O ácido alfa-lipóico é útil na DMLA?

Antioxidante de dupla solubilidade (lipossolúvel e hidrossolúvel),o ácido alfa-lipóico penetra tanto nos compartimentos membranares como nos aquosos das células retinianas. A sua capacidade de reciclar as vitaminas C e E oxidadas reforça o complexo antioxidante da retina. Na dose de 300-600 mg/dia, está a ser estudado como complemento da fórmula AREDS2 em ensaios de prevenção secundária — resultados preliminares promissores, sempre em complemento de um acompanhamento oftalmológico estruturado.

Que hábitos de vida reduzem o risco de DMLA?

Os fatores de risco modificáveis representam 50 % do risco atribuível. O tabagismo é o mais documentado: multiplica o risco por 2 a 4, de acordo com as meta-análises, esgotando os antioxidantes maculares e reduzindo a oxigenação retiniana. Uma alimentação rica em vegetais verdes (luteína, zeaxantina), peixes gordos (DHA) e pobre em gorduras saturadas está associada a uma redução do risco em estudos prospetivos. A proteção solar (lentes UV e anti-luz azul) e o controlo da pressão arterial completam a prevenção. A nossa página sobre acuidade visual indica os suplementos adequados para cada fase.