O que é a libido e quais são os seus determinantes biológicos?
A libido designa o conjunto das manifestações do desejo sexual. É regulada por um sistema multifacetado:
- Eixo hormonal: testosterona (desejo básico), estrogénios (sensibilidade e recetividade), prolactina (inibidora em níveis elevados).
- Neurotransmissores: dopamina (motivação e desejo antecipatório), serotonina (humor), noradrenalina (estado de alerta e reatividade sensorial).
- Eixo HPA: o cortisol crónico é o principal inibidor da libido — compete com a testosterona pela pregnenolona e inibe a resposta dopaminérgica ao desejo.
- Micronutrientes: o zinco, o magnésio, o selénio, a vitamina D3 e as vitaminas do complexo B são os cofatores indispensáveis para a biossíntese hormonal e para a neurotransmissão do desejo.
Será que a aveia favorece a libido ao libertar testosterona?
A aveia (Avena sativa) é uma planta pouco conhecida, mas cuja ação sobre a libido está documentada. Os seus avenacósidos (saponinas esteróides) ligam-se à SHBG, competindo com a testosterona, libertando assim mais testosterona livre biodisponível. Estudos preliminares revelam um aumento de 27 % na testosterona livre após 8 semanas em homens com diminuição da libido. O seu extrato aquoso inibe também a fosfodiesterase tipo 4 (PDE4) nos neurónios límbicos — amplificando a resposta dopaminérgica ao desejo.
Será que a romã estimula a libido através dos polifenóis?
A romã (Punica granatum) é rica em elagitaninos (punicalaginas) que são convertidos em urolitinas pela microbiota. A sua ação sobre a libido:
- Inibição da aromatase: as elagitaninas reduzem a conversão de testosterona em estradiol, aumentando a testosteronemia.
- Melhoria da vascularização erétil: os seus polifenóis aumentam a biodisponibilidade do óxido nítrico endotelial. Um estudo aleatório (Forest, 2007) demonstra uma melhoria nos índices de ereção e na libido após 4 semanas de consumo de sumo de romã.
- Redução do cortisol salivar em 24 % após 2 semanas — mecanismo indireto de libertação da libido inibida pelo stress.
A clorela melhora a libido através da desintoxicação?
A clorela (Chlorella vulgaris) é uma microalga de água doce rica em micronutrientes — zinco, magnésio, ferro, selénio, vitaminas B12, B9 e D. Fornece, numa única fonte, todos os cofatores da biossíntese hormonal e da neurotransmissão do desejo. A sua clorofilina reduz a carga de metais pesados (chumbo, cádmio, mercúrio) que inibem a esteroidogénese testicular e ovariana — uma acumulação pouco conhecida que pode contribuir para uma diminuição crónica da libido. Estudos sobre a desintoxicação de metais pesados demonstram uma melhoria da vitalidade e da libido após a correção desta sobrecarga.
O açafrão e o ginseng têm efeito sobre a libido?
Dois princípios ativos com mecanismos complementares que abrangem as dimensões hormonal e psicológica:
- O açafrão (30 mg/dia): inibe a recaptação da serotonina, da dopamina e da noradrenalina, reequilibrando a neurotransmissão do desejo. Ensaios aleatórios confirmam a sua eficácia na libido e na satisfação sexual, tanto em homens como em mulheres. Contraindicado durante a gravidez e em conjunto com ISRS sem orientação médica.
- O ginseng (Panax ginseng, 200 a 400 mg/dia): os seus ginsenósidos estimulam a produção de NO (ereção, lubrificação) e a esteroidogénese testicular. As meta-análises confirmam uma melhoria do desejo sexual e da satisfação em ambos os sexos após 8 semanas.
O tribulus terrestris estimula a libido ao aumentar a LH?
O tribulus terrestris (saponinas protodioscina, 750 a 1 500 mg/dia) estimula a libertação de LH (hormona luteinizante) pela hipófise, aumentando a produção natural de testosterona sem inibir a produção endógena. Estudos clínicos realizados em homens e mulheres com diminuição da libido revelam uma melhoria do desejo, da excitação e da satisfação após 8 a 12 semanas. Precaução: não recomendado em caso de distúrbios da próstata, cancros hormono-dependentes e durante a gravidez.