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Inflamação intestinal: curcuma, probióticos e alimentação

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O que é a inflamação intestinal e quais são as suas principais formas?

A inflamação intestinal abrange um leque de condições caracterizadas por uma ativação anormal do sistema imunitário da mucosa intestinal. Pode ser aguda (gastroenterite infecciosa — evolução espontânea) ou crónica — sendo neste caso que se torna uma entidade médica grave que requer cuidados especializados. Os suplementos de apoio ao conforto digestivo estão disponíveis nas gamas «conforto digestivo » e «distúrbios digestivos » da loja.

As formas crónicas mais importantes são as Doenças Inflamatórias Crónicas do Intestino (DII) — doença de Crohn (inflamação transmural, que pode afetar todo o tubo digestivo, desde os lábios até ao ânus, em segmentos descontínuos) e a colite hemorrágica (CH — inflamação limitada ao cólon e ao reto, de forma contínua). Estas duas patologias autoimunes requerem um acompanhamento gastroenterológico rigoroso, tratamentos medicamentosos específicos (aminossalicilatos, imunossupressores, bioterapias anti-TNF) e, potencialmente, cirúrgicos. De distinguir da síndrome do intestino irritável (SII) — distúrbio funcional digestivo sem inflamação objetivável na biópsia, muito frequente mas benigno, que requer uma abordagem nutricional e comportamental. Qualquer hemorragia retal, perda de peso inexplicável, dores noturnas ou sintomas persistentes por mais de 4 a 6 semanas exigem uma consulta gastroenterológica imediata.

Que papel desempenha a microbiota intestinal na inflamação intestinal?

A microbiota intestinal — 100 000 mil milhões de microrganismos que povoam o tubo digestivo — está no centro da fisiopatologia das Doenças Inflamatórias Crónicas do Intestino (DICI). Estudos revelam uma redução da diversidade bacteriana (disbiose) e uma alteração na composição da microbiota em doentes com doença de Crohn ou colite ulcerosa, com um aumento das bactérias pró-inflamatórias (Proteobacteria, Fusobacterium nucleatum) e uma redução das bactérias protetoras (Faecalibacterium prausnitzii — produtora de butirato anti-inflamatório). A permeabilidade intestinal aumentada («leaky gut») permite a passagem de lipopolissacarídeos bacterianos para a circulação, mantendo a inflamação sistémica. Os probióticos (Lactobacillus, Bifidobacterium, Saccharomyces boulardii) e os prebióticos (fibras fermentáveis) apoiam a restauração da microbiota e da barreira intestinal, com dados clínicos encorajadores na colite ulcerosa em remissão e na síndrome do intestino irritável — a utilizar como complemento do tratamento médico, nunca como substituto durante os surtos ativos das Doenças Inflamatórias Intestinais.

Que alimentação e que suplementos para apoiar um intestino inflamado?

Estas abordagens visam apoiar o conforto digestivo e prevenir surtos — nunca substituem o tratamento médico prescrito para uma DII diagnosticada. Em caso de surto ativo, consulte o gastroenterologista antes de qualquer alteração alimentar ou suplementação.

A curcuma (curcumina padronizada + piperina) é o princípio ativo anti-inflamatório intestinal mais documentado, para além dos medicamentos: inibidor do NF-κB e das citocinas pró-inflamatórias IL-6 e TNF-α — vários ensaios clínicos com resultados positivos na colite ulcerosa, na manutenção da remissão. Os ómega-3 EPA-DHA (1 a 3 g/dia) modulam a produção de eicosanóides pro-inflamatórios intestinais. A glutamina é o principal aminoácido energético dos enterócitos (células da mucosa intestinal) — a sua suplementação apoia a reparação da barreira intestinal em caso de hiperpermeabilidade. No plano alimentar, deve reduzir-se o consumo de alimentos ultraprocessados, emulsionantes (carragenanos, polissorbato 80 — perturbadores da microbiota comprovados), açúcares refinados e álcool, aumentando simultaneamente a ingestão de fibras solúveis (aveia, leguminosas, psyllium) e dos alimentos fermentados.