O que é a mobilidade articular e como avaliá-la?
A mobilidade articular refere-se à amplitude máxima de movimento disponível numa articulação — medida em graus por profissionais de saúde com a ajuda de um goniómetro. É um indicador fundamental da saúde articular, distinto da simples flexibilidade muscular. A nossa gama de produtos para dores articulares oferece soluções específicas de acordo com o perfil de cada pessoa.
- Testes de referência: agachamento profundo (mobilidade combinada do tornozelo, anca e coluna), teste de alcance para a frente (cadeia posterior), rotação interna do ombro — utilizados na medicina desportiva e na fisioterapia
- Padrões por articulação: flexão do joelho ≥ 130°, flexão do ombro ≥ 160°, flexão da anca ≥ 120° — valores inferiores indicam uma restrição a investigar
- A mobilidade articular diminui, em média, 6 % por década após os 50 anos — mas as pessoas ativas mantêm amplitudes próximas dos valores observados na juventude
- A distinguir da laxidade (hipermobilidade ligamentar): uma amplitude excessiva pode ser tão problemática quanto uma amplitude reduzida — mais frequente nas mulheres devido a diferenças hormonais e anatómicas
Que suplementos específicos existem para a mobilidade articular?
Para além dos princípios ativos clássicos para o conforto articular (glucosamina, condroitina, colagénio), dois princípios ativos atuam mais especificamente na lubrificação e na flexibilidade articular.
- Ácido hialurónico: principal componente do líquido sinovial — melhora a viscosidade e as propriedades lubrificantes — disponível na forma de suplemento oral (moléculas de baixo peso molecular para uma melhor absorção) ou por injeção intra-articular (viscosuplementação, sujeita a receita médica)
- MSM (metilsulfonilmetano): doador de enxofre orgânico — participa na síntese do colagénio e dos glicosaminoglicanos — propriedades anti-inflamatórias e flexibilizantes nos tecidos conjuntivos — dosagem eficaz: 1 000–3 000 mg/dia
- Glucosamina: melhora igualmente a produção de líquido sinovial, para além do seu papel na cartilagem
- Ómega-3: reduzem a inflamação sinovial, que é frequentemente a causa direta da limitação da amplitude de movimento
- Cúrcuma (curcumina): inibe as citocinas pró-inflamatórias (IL-1β, TNF-α) responsáveis pela degradação da cartilagem e pela fibrose capsular
Que papel desempenha a fisioterapia na recuperação da mobilidade?
A fisioterapia é o tratamento de primeira linha para as restrições de mobilidade de origem traumática, pós-cirúrgica ou artrósica — em complemento às soluções de alívio disponíveis.
- Mobilizações passivas: o fisioterapeuta mobiliza a articulação para além da amplitude ativa do doente — técnica para ganhar graus de amplitude progressivamente
- Alongamentos musculotendinosos direcionados: distinguir as restrições de origem muscular (que respondem bem aos alongamentos) das restrições capsulares (que requerem técnicas específicas)
- Técnicas de propriocepção: reeducação da coordenação neuromuscular — crucial após entorse ou cirurgia para recuperar uma mobilidade funcional e segura
- Termoterapia pré-sessão: calor aplicado 10–15 minutos antes das mobilizações — melhora a viscosidade dos tecidos e facilita o trabalho de amplitude
- Recomenda-se uma avaliação fisioterapêutica se a restrição de mobilidade se prolongar por mais de 3 semanas sem melhoria espontânea
Como manter a mobilidade articular no dia a dia, de acordo com o seu perfil?
- Pessoas sedentárias e com profissões sedentárias: faça uma pausa a cada 45–60 minutos com rotações articulares (tornozelos, pulsos, ancas, ombros) — bastam 5 minutos para reativar a produção de líquido sinovial
- Desportistas: distinguir o aquecimento (mobilização dinâmica antes do esforço) dos exercícios de mobilidade (estáticos e profundos, reservados para o pós-treino ou para sessões específicas)
- Idosos: ioga suave, tai-chi, hidroginástica — as atividades com descarga parcial ou total mantêm a amplitude de movimento sem risco de lesões na cartilagem fragilizada — consulte a nossa gama de cuidados articulares
- Pessoas com reumatismo: mobilização fora dos surtos inflamatórios — durante os surtos, manter a amplitude de movimento através de mobilizações suaves com descarga
- Hidratação: 1,5 a 2 L de água/dia — o líquido sinovial é composto por 92 % de água; a desidratação reduz diretamente a fluidez articular