A glicerina, também chamada de glicerol, é um composto natural de origem vegetal ou animal.
É obtida através da saponificação de gorduras, um processo químico utilizado há muito tempo no fabrico de sabão e óleos.
Graças às suas propriedades hidratantes, protetoras e suavizantes, a glicerina é amplamente utilizada na cosmética, na farmácia e na alimentação.
Muito apreciada pelos seus efeitos humectantes e emolientes, continua a ser um ingrediente indispensável para peles secas, cabelos danificados e inúmeras preparações medicinais.
A glicerina reúne vários benefícios cientificamente reconhecidos, particularmente apreciados na dermatologia e na cosmética:
Para as peles mais desidratadas, explore a nossa secção dedicada às peles secas.
A glicerina pode ser utilizada de várias formas, consoante as necessidades e a zona a tratar:
Dica: para um tratamento hidratante caseiro, misture algumas gotas de glicerina vegetal no seu creme ou loção habitual para potenciar o efeito hidratante.
A glicerina é um excelente agente hidratante e protetor, cujos benefícios para a pele estão bem documentados:
Atenua a aspereza e a sensação de repuxar típicas das peles desidratadas.
Melhora a elasticidade e a flexibilidade da pele, restaurando o seu nível ideal de hidratação.
Protege de forma duradoura contra a secura provocada pelo frio, pelo vento ou por agressões externas.
Por fim, acalma as peles sensíveis e propensas a irritações crónicas.
É particularmente recomendada para peles secas, atópicas e desidratadas; complete a sua rotina com a nossa gama de hidratação facial.
Sim, a glicerina é particularmente conhecida por hidratar e proteger de forma duradoura a fibra capilar:
Sim, a glicerina é um excelente hidratante para lábios secos, gretados ou expostos ao frio.
Suaviza e alisa a epiderme labial, que é particularmente fina e vulnerável às agressões externas.
Protege contra as fissuras e rachaduras típicas das estações frias ou dos climas secos.
Proporciona também um efeito volumizador natural, sem recorrer a ingredientes irritantes.
Pode ser aplicada sozinha, em quantidades muito pequenas, ou incorporada num bálsamo labial para reforçar a sua eficácia.
Sim, graças às suas propriedades hidratantes e suavizantes, a glicerina é utilizada há muito tempo para proporcionar conforto às vias respiratórias superiores:
Acalma as mucosas irritadas e atenua a sensação de ardor ou formigueiro.
Hidrata a garganta e atenua a sensação de secura persistente.
Alivia a tosse seca causada por irritação e a dor de garganta ligeira, em complemento a uma boa hidratação.
É frequentemente utilizada na composição de xaropes calmantes e pastilhas disponíveis na farmácia; em caso de sintomas persistentes, consulte a nossa secção dedicada à dor de garganta e peça conselho ao seu farmacêutico.
Sim, a glicerina é um excipiente importante em inúmeros produtos farmacêuticos:
Supositórios com glicerina: utilizados pontualmente pelo seu efeito laxante suave e mecânico (sob recomendação do farmacêutico, nunca em uso prolongado).
Soluções oftálmicas: incorporada em alguns colírios hidratantes para aliviar os olhos secos e irritados.
Géis hidroalcoólicos e antissépticos: adicionada para preservar a hidratação da pele durante a desinfeção repetida.
Sim, a glicerina vegetal é autorizada como aditivo alimentar (número E422 na União Europeia):
Preserva a humidade natural dos alimentos e evita o seu ressecamento prematuro.
Melhora a textura de pastelaria, doces e produtos transformados.
Facilita a dissolução de aromas e corantes em bebidas, xaropes e preparações líquidas.
É reconhecida como segura pelas autoridades sanitárias (EFSA, ANSES) nas doses alimentares habituais.
Não, a glicerina é, em geral, bem tolerada, mas algumas precauções de utilização continuam a ser essenciais:
Num ambiente muito seco, a glicerina aplicada na sua forma pura pode, paradoxalmente, atrair a humidade da pele e provocar um efeito contrário, ou seja, ressecamento.
A ingestão em grandes quantidades pode provocar efeitos laxantes ou distúrbios digestivos; respeite as doses recomendadas.
Dilua-a sempre antes de a aplicar no rosto, no couro cabeludo ou em zonas sensíveis e peça conselho ao seu farmacêutico em caso de dúvida.
A integração da glicerina numa rotina de beleza assenta em três utilizações complementares e acessíveis:
Misturada com um produto hidratante habitual: bastam algumas gotas para multiplicar por dez o efeito nutritivo de um creme clássico.
Combinada com um óleo vegetal: esta dupla melhora a penetração dos princípios ativos, ao mesmo tempo que forma uma barreira protetora duradoura.
Como máscara capilar semanal: devolve brilho e flexibilidade ao cabelo seco ou pintado em poucas aplicações.
Sim, a glicerina presta-se particularmente bem a sinergias com outros princípios ativos naturais:
Comaloé vera: para um efeito hidratante e calmante reforçado, ideal para peles sensíveis ou com vermelhidão.
Com óleo de coco ou de amêndoa doce: para um tratamento nutritivo em profundidade que restaura a barreira cutânea.
Com mel e limão (a aplicar pontualmente e fora das zonas sensíveis): para uma máscara que confere brilho e suavidade às peles sem vida.