O que é um espasmo intestinal e como distingui-lo de um espasmo gástrico?
Um espasmo intestinal é uma contração súbita e dolorosa dos músculos lisos do intestino delgado ou do cólon — caracterizada por uma dor tipo cólica na região peri-umbilical ou em forma de anel, frequentemente aliviada após a libertação de gases ou a evacuação. De distinguir do espasmo gástrico (epigástrico, associado às refeições). A nossa gama de suplementos para uma barriga lisa e os nossos probióticos ajudam a aliviar naturalmente os espasmos intestinais funcionais. Para aceder ao centro de informação completo sobre antiespasmódicos, consulte a nossa página sobre espasmos digestivos.
- Espasmos intestinais funcionais (SII): os mais frequentes — dores relacionadas com as fezes (critérios de Roma IV) — aliviadas após a defecação — associadas a inchaço + trânsito irregular — consulte a nossa secção sobre cólon irritável
- Espasmos intestinais orgânicos: colite (colite ulcerosa, doença de Crohn) — infeções intestinais — obstruções parciais — intolerâncias alimentares (lactose, frutose, glúten) — a excluir antes de se concluir que se trata de uma SII
- Fatores desencadeantes identificados: FODMAPs (fermentáveis, fermentação no cólon → gases → distensão → espasmo) — stress agudo (cortisol → hipermotilidade) — café > 2 chávenas/dia — álcool — refeições abundantes e gordurosas
- Espasmos intestinais e desequilíbrios hormonais: a progesterona (fase lútea do ciclo, gravidez) retarda a motilidade intestinal → aumento da fermentação → espasmos — tratamento de base com magnésio e probióticos
- Diário alimentar e sintomático (2–4 semanas): anotar alimentos + hora + consistência das fezes + intensidade dos espasmos — identificar os fatores desencadeantes pessoais — ferramenta indispensável antes de qualquer consulta ou dieta de eliminação
Remédios naturais e suplementos para os espasmos intestinais
- Hortelã-pimenta enterosolúvel (cápsulas): o mentol relaxa os músculos lisos do cólon de forma direcionada — a forma enterosolúvel liberta o mentol no cólon (não no estômago → sem ardor) — 0,2–0,4 mL de óleo essencial/cápsula × 3/dia — princípio ativo natural de referência nos espasmos da SII
- Bisglicinato de magnésio (300–400 mg/à noite): antagonista natural do cálcio nos músculos lisos intestinais — reduz a excitabilidade das fibras musculares do cólon — tratamento de base de 6–8 semanas — resultados ótimos nos espasmos crónicos da SII
- Probióticos (Lactobacillus plantarum 299v, Bifidobacterium infantis 35624): reduzem a hipersensibilidade visceral intestinal — normalizam a motilidade do cólon — dados clínicos positivos nos espasmos da SII — presentes nas nossas fórmulas tampão
- Erva-doce (infusão de sementes) + anis verde + cominho: carminativos — reduzem a produção de gases fermentativos no cólon → menos distensão → menos espasmos — para beber após as refeições
- Gengibre (500 mg antes das refeições): procinético + antiespasmódico — acelera o esvaziamento gástrico e normaliza a motilidade intestinal — reduz a fermentação colónica através da aceleração do trânsito intestinal no intestino delgado
Tratamentos medicamentosos e dieta FODMAPs
- Floroglucinol (Spasfon): antiespasmódico musculotrópico de referência — atua em todos os músculos lisos do aparelho digestivo — sem efeito anticolinérgico — disponível sem receita médica — alívio rápido em caso de crise
- Mebeverina (Duspatalin): antiespasmódico seletivo do cólon — reduz a contratilidade excessiva do cólon sem afetar os músculos esqueléticos — indicado especificamente para os espasmos colónicos da SII — sujeito a receita médica
- Dieta FODMAPs: eliminação, durante 6 a 8 semanas, dos hidratos de carbono fermentáveis (lactose, frutose, frutanos, galactanos, polióis) — reintrodução progressiva — eficaz em 75 % dos casos de SII com espasmos — idealmente acompanhada por um nutricionista
- Antidepressivos tricíclicos em doses baixas (amitriptilina 10–25 mg): reduzem a hipersensibilidade visceral e os espasmos colônicos na SII refratária — prescrição médica especializada
- Coloscopia de rastreio (> 50 anos ou sinais de alerta): excluir cancro colorretal, polipose, DII — calprotectina fecal + hemograma completo + PCR como primeira linha de investigação antes da coloscopia
Stress, TCC e quando consultar
- Eixo cérebro-intestino: o cortisol estimula os recetores da motilidade colónica → espasmos — o stress crónico perpetua a SII — tratar a ansiedade = tratar os espasmos — coerência cardíaca 3 vezes por dia + sofrologia
- TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental): eficácia comprovada nos espasmos intestinais da SII — 8–12 sessões — altera a perceção da dor visceral + reduz o cortisol — resultados duradouros aos 2 anos
- Ioga digestiva: posturas de torção (ardha matsyendrasana) + joelhos no tórax (apanasana) + prancha lateral — massajam diretamente a região colónica — reduzem a fermentação e os espasmos
- Acupuntura (pontos ST36, CV12, SP6): 6–10 sessões — regula a motilidade intestinal + reduz a hipersensibilidade visceral — resultados documentados na SII com espasmos
- Consultar se: espasmos persistentes > 6 semanas — sangue nas fezes — perda de peso > 5 % — febre — diarreia noturna (sempre de origem orgânica) — início repentino após os 50 anos — diagnóstico de SII = exclusão obrigatória de patologias orgânicas