O que são as dores abdominais e como localizá-las?
As dores abdominais abrangem um espectro que vai desde a indigestão benigna até à emergência cirúrgica. A sua localização nos quatro quadrantes abdominais constitui o primeiro passo no diagnóstico. A nossa gama de suplementos para uma barriga lisa e os nossos probióticos ajudam naturalmente a aliviar as dores abdominais funcionais.
- Epígado (parte superior central): gastrite, úlcera gastroduodenal, refluxo gastroesofágico (RGE), pancreatite — agravadas ou aliviadas pelas refeições, dependendo da patologia
- Hipocôndrio direito: fígado, vesícula biliar (cólica hepática), angiocolite — com possível irradiação para o ombro direito
- Hipocôndrio esquerdo: baço, cólon esquerdo, diverticulite esquerda
- Fossa ilíaca direita (FID): apendicite (dor que migra para a FID + febre = urgência cirúrgica), cólon direito, íleo terminal (doença de Crohn)
- Fossa ilíaca esquerda: cólon sigmóide (diverticulite), distúrbios funcionais (SII), patologia ovariana esquerda na mulher
- Mesogástrio e dores difusas: SII, gastroenterite, intolerâncias alimentares (lactose, glúten, frutose), obstipação, inchaço
Suplementos naturais e ativos para aliviar as dores abdominais
- Calor local (bolsa de água quente): vasodilatação + relaxamento dos músculos lisos abdominais — 15–20 min no epigástrio ou na parte inferior do abdómen — primeiro recurso eficaz para dores funcionais e cólicas menstruais
- Cúrcuma biodisponível (curcumina + piperina): poderoso anti-inflamatório da mucosa gastrointestinal — inibe o NF-κB, o TNF-α e a IL-6 — 500–1 000 mg/dia às refeições — apoio natural para dores relacionadas com a inflamação intestinal (SII, colite ligeira)
- Bisglicinato de magnésio: regulador da musculatura lisa — reduz os espasmos digestivos e as cólicas abdominais — 300–400 mg/dia — forma ideal de tratamento de base para dores crónicas da SII
- Probióticos (Bifidobacterium infantis 35624, Lactobacillus plantarum): reequilibram a microbiota e reduzem a hipersensibilidade visceral — eficácia comprovada nas dores da SII — cura de 8–12 semanas nas nossas fórmulas probióticas tamponadas
- Hortelã-pimenta enterosolúvel (cólon, SII), camomila (antiespasmódico gástrico), gengibre (procinético gástrico) — princípios ativos a integrar em infusões ou cápsulas, consoante a localização das dores
Alimentação, stress e prevenção de recidivas
- Alimentos desencadeantes a identificar: lactose (dores 30 min–2 h após o consumo de laticínios), glúten (doença celíaca), frutose e FODMAPs (leguminosas, cebolas, maçã, pêra), gorduras saturadas (retardam o esvaziamento gástrico), álcool, cafeína > 2 chávenas — manter um diário alimentar durante 2 a 4 semanas
- Alimentação protetora: fibras solúveis (aveia, psyllium, pectina) — legumes cozidos em vez de crus — refeições 5 a 6 vezes por dia em pequenas quantidades — mastigação 20 a 30 vezes — hidratação 1,5 a 2 L de água sem gás
- Eixo cérebro-intestinal: stress crónico → cortisol → altera a motricidade + a permeabilidade intestinal → dores intensificadas — coerência cardíaca 3 vezes por dia, meditação, ioga ou TCC — tratar a ansiedade associada melhora diretamente as dores abdominais funcionais
- Dores nas crianças: infeções virais, obstipação, intolerâncias alimentares (frequentemente à lactose) — atenção aos sinais de alerta (febre, perda de peso, alteração do comportamento alimentar) — probióticos adequados para crianças nas nossas gamas pediátricas
- Atividade física 30 min/dia: estimula a motricidade gastrointestinal + reduz o stress + melhora a diversidade da microbiota — caminhada, natação, ioga — efeito preventivo comprovado nas dores abdominais funcionais recorrentes
Quando consultar e sinais de emergência absoluta
- Sinais de alerta (ligue para o 15): dor súbita e intensa + abdómen rígido (peritonite) — sangue nas fezes ou vómitos — paragem total do trânsito intestinal + dores intensas (oclusão) — dor na região inferior direita do abdómen + febre (apendicite)
- Consultar rapidamente um médico: dores persistentes > 48 h — perda de peso involuntária — febre > 38 °C — icterícia — dores noturnas que acordam o doente — qualquer início de sintomas após os 50 anos
- Balanço diagnóstico de acordo com o contexto: hemograma completo + PCR + calprotectina fecal (EII) — serologia anti-transglutaminase (doença celíaca) — ecografia abdominal — colonoscopia se > 50 anos ou sinais de alerta
- AINEs em automedicação: agravam as lesões gástricas e podem mascarar uma dor de origem cirúrgica — dar preferência ao paracetamol + calor local como primeira linha de tratamento para dores abdominais funcionais
- Nunca autodiagnosticar uma apendicite ou uma obstrução — o atraso na consulta prejudica o prognóstico — o floroglucinol (Spasfon) pode aliviar os espasmos enquanto se aguarda a consulta