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Regime de emagrecimento: desporto, stress, probióticos, CoQ10 e chá verde

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Qual é a dieta de emagrecimento mais eficaz a longo prazo?

A questão da melhor dieta para emagrecer é uma das mais debatidas na nutrição clínica. Estudos comparativos (PREDIMED, DIRECT, A TO Z) mostram que a adesão a longo prazo é mais determinante do que o tipo de dieta. As dietas mais bem documentadas:

  • Dieta mediterrânica: a mais estudada na prevenção cardiovascular e aquela que apresenta a melhor manutenção do peso ao longo de 2 a 5 anos. A estabilidade da glicemia é melhor com esta dieta, graças às fibras e às gorduras monoinsaturadas.
  • Dieta baixa em hidratos de carbono (low-carb): mais eficaz aos 6 meses do que a dieta baixa em gorduras, mas as diferenças atenuam-se aos 12-24 meses. Particularmente eficaz para pessoas diabéticas ou pré-diabéticas.
  • Dieta rica em proteínas (1,6 a 2,2 g/kg/dia): preserva melhor a massa muscular durante a perda de peso e reduz o efeito rebote graças ao elevado efeito térmico das proteínas.

Que papel desempenha a atividade física numa dieta de emagrecimento?

A atividade física é insubstituível numa dieta de emagrecimento — não principalmente para queimar calorias durante o esforço, mas pelos seus efeitos na composição corporal:

  • Preservação da massa muscular: sem atividade física, 30 a 40 % da perda de peso provém dos músculos. Com atividade de resistência, esta proporção desce para menos de 10 %.
  • Aumento do metabolismo basal: cada kg de músculo adicional aumenta o gasto energético em repouso em 13 kcal/dia.
  • Regulação hormonal: o exercício aeróbico reduz a grelina e aumenta o GLP-1 nas horas seguintes ao esforço, reduzindo o apetite pós-exercício.

As proteínas vegetais (ervilhas, cânhamo, soja), associadas a um programa de atividade física, são tão eficazes quanto as proteínas animais na preservação muscular e na perda de massa gorda.

Como é que o stress e o cortisol prejudicam uma dieta de emagrecimento?

O stress crónico é um dos principais fatores de insucesso das dietas de emagrecimento. O cortisol atua sobre o metabolismo, favorecendo o armazenamento de gordura abdominal, degradando a massa muscular (efeito catabólico) e perturbando o sono, o que aumenta a grelina no dia seguinte. O magnésio modula os recetores NMDA e reduz a secreção de cortisol em períodos de stress. A sua carência — frequente em pessoas sob stress crónico — amplifica a resposta do cortisol e aumenta os desejos por alimentos saborosos, comprometendo diretamente a eficácia da dieta de emagrecimento.

A microbiota intestinal influencia a perda de peso?

Sim — estudos de transplante fecal em animais demonstram que a microbiota, por si só, pode induzir a obesidade independentemente da ingestão calórica. As pessoas obesas apresentam uma predominância de Firmicutes (mais eficazes na extração de energia dos alimentos) em relação aos Bacteroidetes. Os probióticos específicos (Lactobacillus gasseri ATCC 4356, Bifidobacterium breve B-3) demonstraram efeitos modestos, mas significativos, na redução da massa gorda abdominal em estudos controlados. Uma alimentação rica em fibras prebióticas (leguminosas, cereais integrais, vegetais) alimenta as bactérias produtoras de butirato e otimiza a microbiota durante um regime de emagrecimento.

A coenzima Q10 é útil durante uma dieta de emagrecimento?

A coenzima Q10 é um cofator da cadeia respiratória mitocondrial, indispensável à produção de energia celular. Duas situações justificam uma atenção especial:

  • Pessoas que tomam estatinas: as estatinas inibem a mesma via metabólica que a CoQ10, reduzindo a sua síntese endógena em 30 a 50 %. A fadiga muscular induzida pode comprometer a atividade física e a eficácia da dieta.
  • Fadiga persistente em dietas hipocalóricas: a suplementação com ubiquinol (100 a 200 mg/dia) pode melhorar a tolerância ao esforço e reduzir a fadiga muscular.

Como é que o chá verde se integra numa dieta de emagrecimento?

O chá verde é o único suplemento para emagrecer com um nível de evidência clínica suficiente para ser recomendado como complemento de uma dieta de emagrecimento. As suas catequinas (EGCG, 270 a 400 mg/dia) + cafeína aumentam o gasto energético em repouso em 4 a 5 % e a oxidação das gorduras durante o exercício. Na prática, é mais eficaz em pessoas que não consomem cafeína habitualmente, com um benefício adicional de 1 a 2 kg ao longo de 12 semanas, de acordo com as meta-análises. Contribui igualmente para a prevenção da resistência à insulina, frequente em períodos de restrição calórica prolongada.