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Cuidados com as gengivas - Proteção e saúde oral

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Por que razão os cuidados com as gengivas são essenciais para a saúde geral?

As gengivas não são apenas um tecido de suporte dos dentes — constituem uma barreira ativa entre o meio bucal e a circulação sanguínea. As gengivas inflamadas permitem que as bactérias periodontais entrem na corrente sanguínea, contribuindo para riscos cardiovasculares, para a desestabilização da diabetes e para complicações obstétricas. Cuidar das gengivas é também cuidar da saúde sistémica. Os produtos dehigiene oral e de proteção das gengivas estão disponíveis na loja.

A placa dentária — biofilme bacteriano formado em 24 a 48 horas nas superfícies não escovadas — é a causa direta da inflamação gengival. Se não for removida diariamente, calcifica-se, transformando-se em tártaro em 10 a 15 dias. O tártaro já não pode ser eliminado com a escovagem — apenas a limpeza profissional consegue fazê-lo. É este processo, repetido ao longo dos anos sem controlo, que leva da gengivite reversível à periodontite destrutiva e irreversível.

  • Sinais de alerta a reconhecer precocemente: gengivas vermelhas, inchadas ou dolorosas — sangramento ao escovar os dentes (sinal precoce de inflamação, nunca é normal) — mau hálito persistente — recessão gengival (gengiva que recua) — mobilidade dentária (sinal tardio)
  • Duas doenças gengivais a distinguir: gengivite (inflamação reversível da gengiva, sem comprometimento ósseo — cura-se completamente com higiene + raspagem) — periodontite (destruição irreversível do osso alveolar e do ligamento — tratamento profissional obrigatório)
  • Relações com a saúde geral: diabetes (relação bidirecional — a periodontite agrava a diabetes e vice-versa), doenças cardiovasculares (bacteriémia transitória, aterosclerose), gravidez (periodontite associada à prematuridade), doenças respiratórias (aspiração de bactérias orais)

Como adotar uma rotina eficaz de cuidados com as gengivas?

Uma rotina eficaz para as gengivas assenta em quatro gestos diários imprescindíveis. A escovagem (2 vezes por dia, escova macia, técnica de Bass — a 45° em direção ao sulco gengival) elimina a placa bacteriana nas superfícies acessíveis. A limpeza interdental (fio dental ou escovinhas, uma vez por dia) elimina a placa dos 40 % das superfícies inacessíveis à escova. O raspador de língua (de manhã) reduz a carga bacteriana global. O elixir bucal antisséptico (clorexidina a 0,12 % em tratamentos de curta duração, ou fórmulas naturais para uso prolongado) reduz as bactérias residuais.

  • Alimentação favorável às gengivas: vitamina C (citrinos, kiwi, pimento — cofator do colagénio gengival; uma deficiência fragiliza diretamente as gengivas) — cálcio (produtos lácteos, amêndoas — remineralização do osso alveolar) — ómega-3 (peixes gordos — anti-inflamatórios, reduzem a gravidade da periodontite, segundo estudos) — limitar o consumo de doces entre as refeições (cada ingestão alimenta as bactérias da placa bacteriana)
  • Remédios naturais complementares: própolis em spray bucal (antibacteriano e anti-inflamatório contra as bactérias gengivais) — gel de aloé vera (calmante para as gengivas irritadas) — óleo de coco em «oil pulling» (reduz a carga bacteriana, a utilizar como complemento, não como substituto)
  • Frequência das consultas de controlo: raspagem dentária 1 a 2 vezes por ano para a população em geral — a cada 3 a 4 meses para pessoas em risco (fumadores, diabéticos, mulheres grávidas, pessoas sob tratamento com imunossupressores)

Que fatores agravam a saúde das gengivas?

O tabaco é o fator de risco mais grave para as gengivas: multiplica por 3 a 7 o risco de periodontite grave, mascara o sangramento gengival através da vasoconstrição (dando uma falsa impressão de boa saúde) e retarda a recuperação após o tratamento. Deixar de fumar melhora a saúde gengival em poucas semanas e normaliza progressivamente a resposta ao tratamento periodontal.

O stress crónico enfraquece a imunidade local, tornando as gengivas mais vulneráveis a infeções bacterianas. Também favorece o bruxismo (rangido noturno), que exerce forças oclusais traumáticas sobre as estruturas periodontais. Vários medicamentos provocam hipertrofia gengival (inchaço do tecido) independentemente da placa bacteriana: ciclosporina, inibidores dos canais de cálcio (nifedipina), fenitoína — informe sempre o seu dentista.

  • Gengivas sensíveis ou irritadas: existem cuidados específicos para gengivas sensíveis e gengivas irritadas — pastas dentífricas com fórmula suave, géis gengivais calmantes, elixires bucais sem álcool
  • Gengivas e hormonas: gravidez (gingivite gravídica — hiper-resposta inflamatória devida aos estrogénios/progesterona em 35 a 70 % das mulheres grávidas), puberdade, menopausa — em todos estes contextos hormonais, o acompanhamento dentário deve ser reforçado
  • Regeneração gengival: o tecido gengival pode cicatrizar se a causa da inflamação for eliminada (gengivite reversível) — por outro lado, o osso alveolar destruído pela periodontite não se regenera espontaneamente — técnicas cirúrgicas (regeneração óssea guiada, enxertos) podem restaurar parcialmente o seu volume