O que é o aparelho respiratório e como funciona?
O aparelho respiratório é o conjunto de órgãos e estruturas responsáveis pelas trocas gasosas entre o organismo e o ambiente: fornecimento de oxigénio às células e eliminação do dióxido de carbono (hematose). Constitui um sistema fisiológico contínuo, desde as narinas até aos alvéolos pulmonares, protegido por múltiplas barreiras mecânicas, mucociliares e imunitárias. Os suplementos e produtos de cuidados para o sistema respiratório estão disponíveis na gama dedicada ao sistema respiratório da loja.
- Vias respiratórias superiores: narinas (filtração de partículas, humidificação e termorregulação do ar) — faringe e laringe (encruzilhada aerodigestiva) — seios paranasais — ver os cuidados para as vias respiratórias
- Vias respiratórias inferiores: traqueia — brônquios principais, lobares e segmentares (árvore brônquica, depuração mucociliar) — bronquíolos terminais e respiratórios
- Parenquima pulmonar: alvéolos pulmonares — membrana alvéolo-capilar (superfície total: 70 a 80 m²) — trocas gasosas por difusão passiva (O₂ para o sangue, CO₂ para o ar expirado)
- Músculos respiratórios: diafragma (principal) — músculos intercostais — músculos acessórios mobilizados durante o esforço ou em caso de dificuldade respiratória
Que doenças afetam o aparelho respiratório e como reconhecê-las?
Os distúrbios respiratórios constituem um amplo espectro que vai desde afeções sazonais beninhas até patologias crónicas graves. O reconhecimento precoce dos sintomas de alerta é essencial para limitar a evolução para formas graves.
- Afecções agudas frequentes: rinites e infeções otorrinolaringológicas — bronquites agudas (90 % de origem viral) — pneumonias — gripe — COVID-19
- Doenças crónicas: asma (hiperreatividade brônquica, 4 milhões de pessoas em França) — DPOC (doença pulmonar obstrutiva crónica — 3,5 milhões, 80 % relacionada com o tabagismo) — enfisema — fibrose pulmonar
- Principais fatores de risco: tabagismo ativo e passivo (Tabac Info Service: 3989 — principal fator modificável) — poluição atmosférica (partículas finas PM2,5, NO₂, ozono) — alérgenos (ácaros, pólen, bolores, epitélios de animais) — infeções virais e bacterianas recorrentes — predisposições genéticas (défice de alfa-1-antitripsina, fibrose cística)
- Sintomas que exigem consulta médica: tosse persistente há mais de 3 semanas — dispneia de esforço invulgar — respiração sibilante — dores torácicas — hemoptise (sangue na expectoração) — SpO₂ < 95 % no oxímetro de pulso
Como preservar a saúde do aparelho respiratório?
A prevenção das doenças respiratórias assenta em fatores modificáveis cujo impacto está comprovado. O conforto respiratório no dia a dia mantém-se através de hábitos de vida simples e de suplementos específicos.
- Deixar de fumar: principal fator de prevenção — reduz o risco de DPOC, cancro do pulmão e infeções respiratórias recorrentes logo nas primeiras semanas após deixar de fumar — Tabac Info Service: 3989 (gratuito, 7 dias por semana)
- Qualidade do ar interior: arejar 10 minutos de manhã e à noite — aquecimento e cozinha em conformidade com as normas — evitar os COV (compostos orgânicos voláteis: tintas, produtos de limpeza) — humidade relativa interior de 40–60 % — purificadores de ar HEPA em caso de alergia grave
- Atividade física: 150 minutos por semana de atividade moderada (OMS) fortalece os músculos respiratórios, melhora a capacidade pulmonar e reduz o risco de obesidade — a natação e os desportos de resistência são particularmente benéficos para a função ventilatória
- Alimentação protetora: ómega-3 EPA-DHA (anti-inflamatórios pulmonares comprovados) — vitamina C e vitamina D3 (modulação imunitária — deficiência muito frequente nas nossas latitudes) — antioxidantes (polifenóis, carotenóides) que protegem o tecido pulmonar contra o stress oxidativo
- Vacinação anual contra a gripe e contra o pneumococo, de acordo com as recomendações da Alta Autoridade de Saúde — particularmente importante em pessoas de risco (> 65 anos, asmáticos, doentes com DPOC, imunodeprimidos)