A bronquite é uma inflamação dos brônquios — os condutos aéreos de calibre médio e grande que ligam a traqueia aos pulmões — que provoca uma tosse persistente, frequentemente acompanhada de secreções. Apresenta-se em duas formas clinicamente muito diferentes. A bronquite aguda é uma infeção viral benigna e autolimitada (rinovírus, coronavírus, vírus da gripe em 90 % dos casos) que surge geralmente na sequência de uma constipação ou de uma gripe, dura entre 1 a 3 semanas e cura-se sem tratamento antibiótico — os antibióticos são ineficazes na bronquite viral e não devem ser utilizados. A bronquite crónica insere-se no contexto da DPOC (broncopneumopatia crónica obstrutiva) e resulta de uma exposição prolongada a irritantes — em primeiro lugar, o tabagismo, mas também a poluição atmosférica, o pó no local de trabalho ou os vapores químicos. Produtos para o sistema respiratório e para a bronquite.
A bronquite aguda distingue-se da pneumonia — que afeta os alvéolos pulmonares — por uma febre geralmente moderada, uma auscultação sem focos de condensação e uma radiografia torácica normal. Uma expectoração amarela ou verde não indica necessariamente uma infeção bacteriana — a coloração das secreções está relacionada com os leucócitos e não com a natureza bacteriana da infeção.
A bronquite aguda começa como uma constipação (rinorreia, dor de garganta, febre moderada) e evolui para uma tosse produtiva com expectoração espessa — inicialmente seca, depois espessa com expectoração mucosa ou mucopurulenta — acompanhada de desconforto torácico e, por vezes, de uma ligeira dispneia.A dificuldade respiratória é frequentemente o sintoma mais proeminente. A tosse pode persistir entre 2 a 4 semanas após a cura da infeção — trata-se da «tosse pós-bronquite», benigna e frequente.
É necessário consultar um médico nas seguintes situações:
O tratamento da bronquite aguda viral é sintomático — visa aliviar a tosse, fluidificar as secreções e reforçar as defesas imunitárias. A hidratação abundante (água morna, chás de ervas, caldos — 1,5 a 2 L/dia) é a medida mais eficaz para fluidificar o muco brônquico. As inalações de vapor de água (sem óleos essenciais em crianças com menos de 12 anos, nem óleos à base de cânfora ou mentol) desobstruem as vias respiratórias. A hera trepadeira (extrato de folhas padronizado em saponósidos — EMA, uso bem estabelecido) é o fitoterápico expectorante e broncospasmolítico mais bem documentado, disponível em xarope ou cápsulas. A própolis (flavonóides com espectro antibacteriano e antiviral) reforça as defesas das mucosas respiratórias. A vitamina C (500–1 000 mg/dia) e a vitamina D3 (1 000–2 000 UI/dia) reforçam a imunidade antiviral.A equinácea (EMA — tratamento de 2 a 4 semanas; contraindicações: doenças autoimunes e imunossupressores) reduz a duração das infeções respiratórias virais. Não se deve suprimir uma tosse produtiva com muco com um antitússico central — deve-se favorecer a expectoração.