O que são as vias respiratórias e como estão organizadas?
As vias respiratórias designam o conjunto de condutos aéreos por onde o ar transita do ambiente exterior até aos alvéolos pulmonares, onde ocorrem as trocas gasosas essenciais à vida. Constituem simultaneamente um sistema de transporte de ar e uma barreira imunitária de primeira linha contra os agentes patogénicos inalados. Os produtos de cuidados e suplementos para o sistema respiratório estão disponíveis na loja.
- Vias respiratórias superiores: nariz (filtração de partículas ≥ 10 µm, humidificação a 80–95 % de humidade relativa, aquecimento a 34 °C) — faringe e laringe (junção aerodigestiva, proteção pela epiglote) — seios paranasais (ressonância vocal, humidificação complementar) — amígdalas e vegetações (tecido linfóide produtor de IgA secretora contra os agentes patogénicos)
- Vias respiratórias inferiores: traqueia — brônquios principais (o esquerdo mais horizontal, o direito mais vertical e mais exposto a inalações acidentais) — árvore brônquica (brônquios lobares → segmentares → bronquíolos terminais e respiratórios) — alvéolos pulmonares (700 milhões, superfície de troca 70–80 m²)
- Limpeza mucociliar: sistema de defesa mecânica — as células ciliadas (~ 300 cílios/célula, batimento de 1 000 vezes/min) impulsionam o muco carregado de partículas e micróbios em direção à faringe para expectoração ou deglutição — alterada pelo tabaco, o frio, a desidratação e certos vírus
Que problemas afetam as vias respiratórias e quais são os fatores envolvidos?
- Infecções agudas: constipação e rinofaringite (virais, resolução espontânea em 7–10 dias) — gripe (influenza — complicações mais graves) — bronquite aguda (90 % viral) — pneumonia e broncopneumopatia (bacteriana ou viral — tratamento médico)
- Doenças crónicas: asma (hiperreatividade brônquica — 4 milhões em França) — DPOC (broncopneumopatia crónica obstrutiva — 3,5 milhões, 80 % relacionada com o tabagismo) — obstrução brônquica crónica — enfisema
- Impacto ambiental: poluição exterior (partículas finas PM2,5, NO₂, ozono — irritação e inflamação das mucosas) — alérgenos interiores (ácaros, bolores, epitélios de animais) — poluição interior (COV, fumo passivo) — humidade < 40 % (ressecamento das mucosas, eficácia ciliar reduzida)
- Papel imunitário das vias respiratórias: IgA secretoras (anticorpos produzidos pelo tecido linfóide faríngeo) — macrófagos alveolares (fagocitam as partículas que atingem os alvéolos) — células dendríticas mucosas (ativação da resposta imunitária adaptativa) — uma mucosa bem hidratada e um microbioma respiratório equilibrado reforçam esta imunidade local
Como proteger e preservar a saúde das vias respiratórias?
- Deixar de fumar (Tabac Info Service: 3989): o tabagismo destrói os cílios brônquicos (paralisia ciliar logo a partir do primeiro cigarro), reduz a depuração mucociliar, provoca uma inflamação crónica das mucosas e multiplica por 10 a 20 o risco de cancro do pulmão — a recuperação da função ciliar começa nas semanas seguintes à cessação
- Qualidade do ar e hidratação: arejar 10 minutos de manhã e à noite — humidade relativa no interior de 40–60 % (utilizar humidificadores se for inferior a 40 %) — aspiração frequente e roupa de cama antiácaros — hidratação de 1,5 a 2 L/dia para manter a fluidez do muco e a eficácia ciliar
- Nutrição protetora: vitamina C (cofator da imunidade mucosa, apoio à síntese de colagénio das mucosas) — vitamina D3 (modulação imunitária inata e adaptativa — deficiência muito frequente nas nossas latitudes, associada a uma maior suscetibilidade a infeções respiratórias) — ómega-3 EPA-DHA (anti-inflamatórios das mucosas pulmonares)
- Vacinação contra a gripe e o pneumococo, de acordo com as recomendações da HAS — higiene das mãos — lavagem nasal em períodos de exposição viral — conforto respiratório: consultar as práticas diárias recomendadas — para afeções respiratórias já instaladas, o acompanhamento médico é indispensável