A perimenopausa designa a fase de transição hormonal que antecede a menopausa, geralmente entre os 40 e os 50 anos, embora possa ocorrer mais cedo. As flutuações dos níveis de estrogénio provocam afrontamentos, distúrbios do sono, irregularidades menstruais, alterações de humor e diminuição da libido. Estes sintomas podem, por vezes, perturbar o desempenho profissional e as relações pessoais, justificando um tratamento adequado logo aos primeiros sinais.
Um estilo de vida saudável constitui o primeiro fator determinante. Dar preferência a uma alimentação rica em frutas, legumes, proteínas de qualidade e cereais integrais, reduzindo simultaneamente o consumo de cafeína e álcool, limita a intensidade das ondas de calor. A atividade física regular — caminhada, ioga, natação — melhora o humor, ajuda a manter o peso e reduz o stress. A meditação e a respiração profunda complementam eficazmente estas medidas. A terapia de substituição hormonal (TSH) pode ser considerada nos casos mais graves, sempre sob orientação médica.
É necessário consultar um médico assim que os sintomas perturbem o dia a dia ou suscitem dúvidas. O médico avalia a intensidade dos sintomas, realiza, se necessário, um exame hormonal e discute as opções terapêuticas adequadas — TRH, fitoterapia, apoio psicológico. Não esperar que os sintomas se agravem permite adaptar o tratamento no momento certo e prevenir complicações a longo prazo.
Sim. As flutuações hormonais fragilizam o equilíbrio psicológico: ansiedade, irritabilidade e episódios depressivos são frequentes. Estes sintomas podem intensificar-se quando os distúrbios do sono se tornam persistentes. O apoio psicológico, a terapia cognitivo-comportamental ou, se necessário, um tratamento medicamentoso ajudam a ultrapassar este período. Falar sobre estas alterações de humor com o médico continua a ser o primeiro passo indispensável.
Várias abordagens naturais proporcionam um alívio complementar. Os fitoestrogénios — presentes na soja, no trevo vermelho e nas sementes de linhaça — estão a ser estudados pela sua capacidade de modular os estrogénios e de reduzir as ondas de calor. O magnésio contribui para a relaxação muscular e para o sono. Estas soluções complementares não substituem o tratamento médico e requerem aconselhamento profissional antes da utilização.
Distúrbios do sono, alterações de humor e fadiga também podem resultar de stress crónico, de uma doença da tiróide ou de depressão. Manter um diário diário dos sintomas — frequência, intensidade, contexto — ajuda a identificar os padrões hormonais. Este documento, partilhado com o médico, orienta o diagnóstico e permite distinguir uma origem hormonal de outra causa que requeira um tratamento específico.
A diminuição dos estrogénios acelera a perda de densidade óssea, aumentando o risco de osteoporose e de fraturas. Uma ingestão suficiente de cálcio e vitamina D3 é indispensável a partir desta fase. Os exercícios com peso — caminhada, musculação leve — estimulam a remodelação óssea. Um exame de densitometria permite avaliar a massa óssea e antecipar as medidas preventivas necessárias.
Sim. A diminuição dos estrogénios está associada a um aumento do colesterol LDL, a um aumento da pressão arterial e a um risco cardiovascular acrescido. Uma alimentação favorável ao coração, rica em ómega-3, frutas e legumes, associada a uma atividade física regular, constitui a primeira linha de defesa preventiva. Recomenda-se o acompanhamento regular dos parâmetros lipídicos e da pressão arterial por um profissional de saúde logo que surjam os primeiros sinais da perimenopausa.