O que é a bronquite aguda e quais são as suas causas?
A bronquite aguda é uma inflamação temporária da mucosa dos brônquios — as vias respiratórias que conduzem aos pulmões —, na maioria das vezes provocada por uma infeção viral. Distingue-se da bronquite crónica (DPOC) pelo seu caráter transitório: a maioria dos episódios dura entre 1 a 3 semanas, embora a tosse possa persistir por mais algumas semanas. Os produtos naturais para apoiar as vias respiratórias estão disponíveis na gama «esfera respiratória».
- Causas virais (90 % dos casos): rinovírus, vírus da gripe, vírus parainfluenza, coronavírus, VRS (vírus sincicial respiratório) — transmissão por gotículas respiratórias e contacto com superfícies contaminadas — os antibióticos são ineficazes contra os vírus e não devem ser utilizados sem que haja uma infeção bacteriana confirmada
- Causas bacterianas (10 % dos casos): Mycoplasma pneumoniae, Bordetella pertussis (tosse convulsa), Chlamydophila pneumoniae — suspeitar-se destas se houver febre > 38,5 °C prolongada, expectoração purulenta persistente ou estado de imunossupressão
- Causas não infecciosas: exposição repetida a irritantes (fumo do tabaco, poluição atmosférica, vapores químicos) — estes enfraquecem a mucosa brônquica e aumentam a vulnerabilidade a infeções virais
- Diferenciação entre constipação / bronquite / gripe: constipação (vias respiratórias superiores — nariz, garganta — tosse seca ligeira) — bronquite aguda (tosse produtiva predominante, expectorações claras a amareladas, sensação de opressão torácica) — gripe (febre elevada e súbita, dores musculares intensas, fadiga acentuada)
Como tratar uma bronquite aguda e quando consultar um médico?
A bronquite aguda viral resolve-se espontaneamente em 1 a 3 semanas — o tratamento visa aliviar os sintomas e reforçar as defesas naturais. O repouso e uma boa hidratação (1,5 a 2 litros de água por dia) são as medidas mais eficazes: a água fluidifica as secreções brônquicas e facilita a sua expectoração. A inalação de vapor (água quente com algumas gotasde eucalipto) alivia a irritação das vias respiratórias e ajuda a desobstruir os brônquios.
- Medicamentos sintomáticos: paracetamol ou ibuprofeno (febre e dores torácicas) — expectorantes (guaifenesina — fluidifica as secreções) — broncodilatadores (salbutamol — em caso de broncoespasmo associado, mediante recomendação médica) — os antitússicos são desaconselhados na tosse com muco (a tosse é o mecanismo de evacuação do muco)
- Remédios naturais complementares: mel (1 a 2 colheres de chá puro ou numa infusão morna — ação calmante na garganta e leve ação antibacteriana comprovada) — tomilho (Thymus vulgaris — expectorante e antiespasmódico brônquico) — eucalipto por inalação (cineol — propriedades mucolíticas e anti-inflamatórias brônquicas) — raiz de marshmallow (suavizante das mucosas respiratórias)
- Alimentação durante a bronquite: alimentos ricos em vitamina C (citrinos, kiwi, pimento) — zinco (nozes, cereais integrais, leguminosas) — antioxidantes (bagas, tomates, vegetais de folhas verdes) — evitar o consumo excessivo de laticínios em caso de secreções abundantes (efeito mucogénico controverso, mas frequentemente sentido)
- Quando consultar imediatamente: febre > 38,5 °C persistente por mais de 5 dias — expectoração com sangue — falta de ar em repouso — dor torácica ao inspirar — sintomas que se agravam após uma melhoria inicial (sinal de sobreinfecção bacteriana) — em idosos, crianças pequenas, mulheres grávidas ou pessoas imunodeprimidas: consultar um médico logo no início
Como prevenir a bronquite aguda e acelerar a recuperação?
A prevenção passa pelas habituais medidas de proteção contra infeções respiratórias: lavagem frequente das mãos (com sabão durante 20 segundos ou gel hidroálcool), ventilação regular dos espaços habitacionais e evitar o contacto próximo com pessoas doentes. A vacinação antigripal anual reduz o risco de bronquite secundária à gripe — recomendada para pessoas em risco (> 65 anos, DPOC, diabetes, insuficiência cardíaca). Deixar de fumar é a medida preventiva com maior impacto na saúde brônquica.
- Atividade física durante a bronquite: reduzir ou suspender as atividades intensas durante a fase aguda (febre, cansaço, tosse com expectoração) — atividades leves (caminhadas curtas) continuam a ser benéficas, desde que não provoquem falta de ar — retomar gradualmente após o desaparecimento da febre
- Humidificar o ar: um humidificador no quarto mantém a humidade do ar entre 40 % e 60 % — reduz a irritação da mucosa brônquica ressecada pelo aquecimento — limpar o reservatório regularmente para evitar a proliferação bacteriana
- Duração normal da recuperação: 1 a 3 semanas para os sintomas principais — a tosse pode persistir por mais 2 a 4 semanas (hiperreatividade brônquica transitória) — se a tosse durar mais de 8 semanas, consulte um médico para excluir a tosse convulsa, a asma ou uma causa crónica — consulte a secção sobre bronquite para o tratamento global