O que é a rinofaringite e em que difere da constipação?
A rinofaringite é uma infeção viral que afeta simultaneamente a rinofaringe — a zona anatómica que liga as fossas nasais à faringe. Corresponde exatamente ao que se designa coloquialmente por «constipação», mas refere-se, mais precisamente, à afetação conjunta do nariz e da garganta. É a infeção respiratória mais frequente: nos adultos, 2 a 4 episódios por ano; nas crianças, 6 a 8 episódios. Os produtos naturais para as doenças de inverno e do sistema respiratório estão disponíveis na loja. Para o constipado em geral, consulte «constipado» e «coriza».
- Vírus responsáveis: rinovírus (40 a 50 % dos casos) — coronavírus sazonais — vírus parainfluenza — VRS (vírus respiratório sincicial — forma grave em lactentes: bronquiolite) — transmissão por gotículas respiratórias e contacto indireto (mãos → mucosas nasal e ocular)
- Sintomas e evolução típica: incubação de 1 a 3 dias — fase inicial: nariz entupido, espirros, formigueiro na garganta — fase aguda (dia 2–dia 5): rinorreia clara, seguida de mucopurulenta, tosse, febre ligeira (sobretudo em crianças) — resolução espontânea em 7 a 10 dias — a rinorreia mucopurulenta na fase de equilíbrio é normal e não indica uma sobreinfecção bacteriana
- Diferença entre rinofaringite e gripe: rinofaringite (início progressivo, sintomas nasais predominantes, febre ligeira ou ausente, cansaço moderado) — gripe (início abrupto, febre elevada de 39–40 °C, mialgias intensas, fadiga incapacitante, tosse seca)
- Diferença entre rinofaringite e alergia: rinofaringite (possível febre, duração de 7 a 10 dias, sem prurido ocular intenso) — rinite alérgica (sem febre, prurido nasal e ocular acentuado, sintomas que persistem com a exposição ao alérgeno, recorrentes na mesma estação)
Como tratar e aliviar uma rinofaringite de forma natural?
Não existe nenhum tratamento antiviral disponível contra os rinovírus — a rinofaringite resolve-se espontaneamente. O tratamento é exclusivamente sintomático. Os antibióticos são inúteis (infecção viral) e não devem ser utilizados sem que haja uma sobreinfecção bacteriana confirmada — a sua utilização inadequada contribui para a resistência aos antibióticos. O repouso e a hidratação continuam a ser os pilares do tratamento.
- Lavagem nasal: soro fisiológico ou água do mar — a medida mais eficaz — elimina mecanicamente os vírus, fluidifica o muco, hidrata a mucosa — várias vezes por dia, sobretudo de manhã e antes de dormir — pode ser utilizada logo aos primeiros sintomas e em bebés (com um aspirador nasal para bebés posteriormente)
- Remédios naturais complementares: mel (1 a 2 colheres numa infusão morna — acalma a garganta e a tosse, propriedades antibacterianas ligeiras — contraindicado antes do 1.º ano de idade) — eucalipto por inalação (cineol descongestionante nasal) — tomilho em infusão (antisséptico das vias respiratórias) — gengibre e limão em chá quente (anti-inflamatórios naturais) — própolis em spray bucal (imunoestimulante e antibacteriano)
- Analgésicos, se necessário: paracetamol (febre e dores — de primeira escolha, todas as idades) — ibuprofeno (dores intensas — contraindicado em crianças com menos de 3 meses e durante a gravidez) — descongestionantes nasais (máx. 5 a 7 dias — risco de efeito rebote) — pastilhas para a garganta (alívio local)
- Humidificação e hidratação: humidificador no quarto (40–60 %) — beber 1,5 a 2 L/dia (água, chás de ervas, caldos quentes) — as bebidas quentes aliviam a garganta através do vapor e do calor direto
Como prevenir a rinofaringite e proteger as crianças?
A rinofaringite é difícil de evitar — os rinovírus contam com mais de 100 serótipos diferentes e a imunidade após uma infeção é específica e temporária. As medidas de proteção continuam a ser a medida preventiva mais eficaz. As crianças estão particularmente expostas, uma vez que o seu sistema imunitário é imaturo e os contactos próximos em ambientes coletivos (creche, escola) favorecem a circulação do vírus.
- Medidas de prevenção essenciais: lavar as mãos durante 20 segundos com sabão ou gel hidroalcoólico — lenços descartáveis de uso único — cobrir a boca ao tossir (com a parte interna do cotovelo) — ventilação regular dos locais (15 minutos, 2 vezes por dia) — limpeza das superfícies frequentemente tocadas — evitar aglomerações durante períodos epidémicos, caso se esteja em situação de vulnerabilidade
- Crianças e rinofaringites recorrentes: 6 a 8 episódios por ano são normais em crianças com menos de 6 anos em contextos coletivos — a imunidade desenvolve-se progressivamente — uma criança que tenha rinofaringites frequentes sem complicações não necessita de exames imunológicos — atenção às complicações a monitorizar: otite média aguda, sinusite, laringite, bronquite
- Quando consultar: sintomas que persistem mais de 10 dias sem melhoria — febre > 38,5 °C que persiste mais de 3 dias — aparecimento de dor no ouvido, dor nos seios nasais, dificuldades em engolir ou respirar — em bebés com menos de 3 meses: qualquer febre exige uma consulta imediata