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Agressividade: mecanismos, magnésio e técnicas de acalmia

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O que é a agressividade e quais são os mecanismos fisiológicos que a explicam?

A agressividade é um comportamento hostil — verbal ou físico — desencadeado em resposta a uma frustração, a uma ameaça percebida ou a um sentimento de injustiça. Do ponto de vista fisiológico, implica uma ativação da amígdala cerebral (centro de deteção de ameaças), associada a uma diminuição da atividade do córtex pré-frontal — a região responsável pela inibição das respostas impulsivas e pela regulação emocional. Esta inibição pré-frontal reduzida explica por que razão o stress crónico, a fadiga, a falta de sono e o álcool aumentam significativamente os comportamentos agressivos: estes fatores alteram diretamente o controlo pré-frontal. O cortisol crónico e certos desequilíbrios hormonais (testosterona, síndrome pré-menstrual) também modulam o limiar de reatividade agressiva.A irritabilidade é frequentemente o estádio precursor da agressividade — reconhecê-la precocemente permite intervir antes da escalada comportamental.

Que técnicas permitem gerir um episódio de agressividade?

Perante um aumento da agressividade — em nós próprios ou nos outros —, várias técnicas baseadas na fisiologia do stress permitem atenuar a reação:

  • Respiração profunda e lenta: 4 segundos de inspiração, 6 a 8 segundos de expiração — ativa o nervo vago e o sistema parassimpático, contrariando diretamente a ativação da amígdala
  • Pausa comportamental: afastar-se fisicamente da situação desencadeante durante 10 a 15 minutos permite que o córtex pré-frontal retome o controlo sobre a resposta emocional
  • Comunicação assertiva: expressar as próprias necessidades através de frases em «eu» em vez de acusações em «tu», reduzindo a reação defensiva do interlocutor
  • Atividade física de libertação: corrida, caminhada rápida ou exercício intenso — canaliza a ativação do sistema simpático e reduz o cortisol circulante
  • Segurança em primeiro lugar: perante uma pessoa agressiva e incontrolável, manter a calma, não responder com agressividade e afastar-se se a segurança estiver em risco

Que suplementos naturais e estratégias alimentares reduzem os comportamentos agressivos?

O bisglicinato de magnésio (300 mg/dia) reduz a hiperexcitabilidade neuromuscular e nervosa que diminui o limiar de tolerância à frustração — a sua deficiência, frequente em casos de stress crónico, amplifica a irritabilidade e a reatividade agressiva. A valeriana (EMA: utilização bem estabelecida) exerce uma ação calmante sobre o sistema nervoso, reduzindo a tensão subjacente à agressividade. Os ómega-3 EPA-DHA (1 a 3 g/dia) apresentam dados clínicos interessantes sobre a redução da impulsividade e da agressividade — a sua ação sobre a fluidez das membranas neuronais e a inflamação cerebral modula a transmissão serotoninérgica envolvida no controlo dos impulsos. No plano alimentar, deve-se limitar os açúcares de absorção rápida e a cafeína (que amplificam as flutuações glicémicas e a excitabilidade nervosa) e privilegiar uma alimentação rica em triptofano (precursor da serotonina, reguladora do humor) contribui para um ambiente neuroquímico menos propício à agressividade. Em caso de agressividade frequente, grave ou que coloque em risco a própria pessoa ou os outros, é indispensável uma consulta médica ou psicológica para avaliar uma causa subjacente (transtorno do controlo dos impulsos, transtorno bipolar, dependência).