O monoi do Taiti (denominação de origem controlada da Polinésia) é obtido através da maceração de flores de tiaré (Gardenia tahitensis) em óleo de copra virgem — não se trata de um simples óleo de coco perfumado, mas sim de uma fórmula enriquecida com os princípios ativos das flores de tiaré. Este tratamento capilar completo pode ser utilizado de três formas complementares:
O óleo essencial de Bay ou madeira-da-Índia (Pimenta racemosa) estimula fortemente a microcirculação capilar e ativa a queratinização dos bulbos capilares — é utilizado diluído (2 a 3 % num óleo vegetal neutro) em massagens no couro cabeludo para estimular o crescimento. O óleo vegetal de calófilo (Calophyllum inophyllum), rico em ácido calofílico e em delta-tocotrienol, é um poderoso reparador dérmico e anti-inflamatório — aplicado no couro cabeludo irritado ou fragilizado. Estes dois princípios ativos formam uma combinação eficaz para cabelos finos sujeitos à queda devido à fragilização do bulbo capilar.
Os séruns capilares anti-queda com ginseng (ginsenosídeos) atuam em vários mecanismos: estimulação da microcirculação do couro cabeludo, redução da inflamação perifolicular e estimulação da fase anágena do ciclo capilar. Aplicam-se diretamente no couro cabeludo seco, com movimentos circulares, 2 a 3 vezes por semana, sem enxaguamento. A eficácia é visível após 8 a 12 semanas de tratamento contínuo. Estes séruns combinam-se bem com o champô seco entre as lavagens, para minimizar a manipulação do couro cabeludo fragilizado.
O sol agride o cabelo através de dois mecanismos principais: os raios UV-B degradam a queratina (fotooxidação) e os raios UV-A oxidam a melanina e descoloram progressivamente o cabelo pintado. O sal marinho e o calor ressecam a fibra capilar e levantam as escamas. Os óleos capilares protetores (monoi, óleo de coco, óleo lácteo com filtro mineral) formam uma película protetora que limita a penetração dos raios UV na fibra. Para cabelos loiros ou descolorados, particularmente sensíveis à fotooxidação, é indispensável aplicar um óleo protetor antes do banho. Enxaguar com água doce após cada mergulho no mar ou na piscina limita consideravelmente o impacto acumulado ao longo da época.
O gel modelador com aloé vera biológico é o acabamento ideal para cabelos encaracolados: os seus polissacarídeos definem os caracóis sem os endurecer, mantêm a hidratação da fibra capilar e reduzem o frizz. Aplicado no cabelo muito húmido (técnica «praying hands»), seguido de secagem ao ar livre ou com difusor frio, proporciona um resultado natural e com volume. Os cuidados reparadores para os comprimentos (cremes e óleos leves sem enxaguamento) destinam-se a cabelos crespos e muito espessos — selam a hidratação na fibra capilar e prolongam a duração dos penteados protetores.
As máscaras reparadoras para cabelos danificados (pintados, descolorados, fragilizados pelo calor) combinam ingredientes ativos reconstrutores da queratina (queratina hidrolisada, proteínas da seda, aminoácidos sulfurosos) com ingredientes nutritivos e filmogéneos (monoi, figo-da-barbária, manteiga de karité). Aplicam-se após o champô nos cabelos ligeiramente secados com uma toalha, distribuindo bem desde as raízes até às pontas (com um pente de dentes largos), e deixam-se atuar durante 5 a 15 minutos sob uma toalha quente (o calor abre as escamas capilares e permite uma melhor penetração dos princípios ativos). As máscaras 2 em 1 de óleo e champô (utilizadas antes do champô ou em vez deste) são uma opção prática para rotinas rápidas. Para cabelos muito danificados, uma máscara semanal, alternada com a máscara para caracóis ou o tratamento para cabelos pintados, é a rotina mais eficaz. Os cabelos crespos beneficiam particularmente de máscaras ultra-nutritivas aplicadas sob uma touca térmica para uma nutrição máxima.