A chupeta noturna é uma chupeta especificamente concebida para acompanhar as horas de sono do recém-nascido e da criança pequena. A sua principal característica reside na sua aba ou anel fosforescente, que capta a luz durante o dia e depois brilha suavemente no escuro. Esta leve luminescência permite que o bebé encontre mais facilmente a sua chupeta caso esta caia durante a noite e que os pais a localizem sem terem de acender a luz do quarto.
Para além deste aspeto luminoso, a chupeta noturna apresenta as características de uma chupeta anatómica ou ortodôntica clássica: tetina adaptada à morfologia bucal, anel que cumpre as normas de segurança (norma EN 1400, orifícios de ventilação, anel ergonómico), material flexível em silicone ou látex. Para o bebé em geral, existem recursos complementares.
A chupeta noturna apresenta várias vantagens práticas para as noites em família. O facto de ser fosforescente facilita consideravelmente os despertares noturnos: o bebé que acorda por breves instantes consegue encontrar sozinho a chupeta que lhe caiu na cama, sem chorar nem alertar os pais. Esta autonomia favorece um rápido regresso ao sono e limita as intervenções noturnas.
No que diz respeito ao efeito calmante, a sucção não nutritiva proporciona um conforto que ajuda a adormecer e a voltar a dormir após os microdespertares fisiológicos. A chupeta integra-se, assim, num ritual tranquilizador. Além disso, vários estudos documentaram um efeito protetor da chupeta utilizada na hora de adormecer contra a morte súbita do lactente, razão pela qual a sua utilização é considerada segura nas recomendações de prevenção. No que diz respeito às cólicas dos lactentes em geral, existem recursos específicos.
A chupeta noturna pode contribuir para melhorar a qualidade do sono, sem, no entanto, constituir uma solução milagrosa. O seu efeito calmante é real: a sucção não nutritiva ativa mecanismos de relaxamento, liberta hormonas do bem-estar e acompanha o adormecimento nos bebés que aceitam a chupeta. O facto de ser fácil de encontrar caso caia evita que o bebé acorde completamente e favorece a sucessão de ciclos de sono.
Vários fatores influenciam em simultâneo a qualidade do sono do bebé: regularidade do ritmo, ambiente calmo e escuro, temperatura adequada (18-20 °C no quarto), posição segura de dormir de costas e desmame progressivo das associações de adormecimento à medida que o bebé cresce. A chupeta integra-se neste conjunto, mais do que o substitui.
Existem várias precauções essenciais a ter em conta na utilização noturna:
A chupeta nunca deve ser imposta ao bebé: se for recusada, existem outras formas de acalmar o bebé (carregar ao colo, dar um abraço, um peluche adequado a partir dos 6 meses) que continuam a ser perfeitamente válidas.
Vários critérios orientam a escolha de uma chupeta adequada para a noite:
Ter 2 a 3 chupetas idênticas em rotação facilita a manutenção e permite colocar várias no berço, para aumentar as hipóteses de o bebé encontrar uma durante a noite.
Uma higiene impecável é fundamental para a segurança sanitária da criança. A esterilização inicial antes da primeira utilização é obrigatória (água a ferver durante 5 minutos ou esterilizador). No dia a dia, basta lavá-la com água quente e sabão, enxaguando cuidadosamente com água limpa. Recomenda-se uma esterilização regular (1 a 2 vezes por semana) nos recém-nascidos e de forma sistemática após uma doença infecciosa.
Algumas regras de higiene complementares:
A ativação da fosforescência é feita simplesmente expondo a chupeta à luz do dia ou a uma lâmpada durante alguns minutos antes de ir dormir.
A introdução da chupeta a um bebé que nunca a tenha usado requer paciência e adaptação. Vários princípios facilitam a aceitação: oferecê-la num momento calmo, idealmente à hora de dormir, quando o bebé está relaxado mas sonolento; experimentar vários formatos e materiais se o primeiro não for aceite; não insistir em caso de recusa inicial e tentar novamente alguns dias mais tarde; não forçar a chupeta na boca.
No caso de crianças amamentadas, esperar que a amamentação esteja bem estabelecida (3 a 6 semanas) limita o risco de confusão entre o peito e a chupeta. Se a chupeta cair durante a noite, o ideal é recolocá-la em silêncio, sem acordar completamente o bebé. Paraa amamentação em geral, existem recursos específicos.
O desmame progressivo é recomendado entre os 2 e os 4 anos, o mais tardar, de acordo com os cirurgiões-dentistas pediátricos. O uso prolongado para além desse período pode favorecer malposições dentárias (abertura anterior, palato ogival), atraso na aquisição da linguagem, articulação alterada e otites médias recorrentes.
Existem várias estratégias de desmame que se têm revelado eficazes: limitar primeiro a utilização à hora de dormir, depois apenas às sestas e, por fim, interromper completamente; envolver a criança no processo (cerimónia de despedida, troca por um presente simbólico, «envio das chupetas para a fada»); propor um objeto substituto tranquilizador (peluche, bichinho de peluche); evitar métodos bruscos (suspensão de um dia para o outro, revestimentos amargos) suscetíveis de gerar ansiedade e comportamentos compensatórios.
Uma consulta com um dentista pediátrico por volta dos 2-3 anos permite avaliar o eventual impacto bucodentário e orientar o calendário de desmame. O seu farmacêutico titular continua a ser um interlocutor valioso para acompanhar estas diferentes etapas, em complemento ao acompanhamento pediátrico regular.