O que é o período pós-operatório e quais são os seus desafios nutricionais?
O período pós-operatório é a fase de recuperação que se segue a uma intervenção cirúrgica — a sua duração varia entre algumas horas e vários meses, dependendo da complexidade da operação. A nutrição é um fator fundamental, muitas vezes subestimado, para acelerar a cicatrização e reduzir as complicações. A nossa gama de analgésicos e os nossos princípios ativos de recuperação estão disponíveis para apoiar este período.
- Necessidades proteicas aumentadas: 1,5–2 g/kg/dia após uma cirurgia de grande porte — as proteínas constituem os materiais de reconstrução dos tecidos lesados — a sua deficiência está associada a uma cicatrização retardada e a uma imunodepressão
- Desnutrição perioperatória: frequente em doentes idosos e em cirurgias de grande porte — agrava as complicações e prolonga a hospitalização — deve ser detetada e corrigida antes da cirurgia, se possível
- Hidratação: no mínimo 1,5–2 L/dia — essencial para o transporte de nutrientes para as zonas em cicatrização e para a eliminação dos metabolitos cirúrgicos
- Alimentação anti-inflamatória pós-operatória: dieta mediterrânica — ómega-3, vegetais coloridos, proteínas magras — evitar açúcares refinados e gorduras saturadas, que alimentam a inflamação
Que suplementos podem apoiar a recuperação pós-operatória?
Vários princípios ativos específicos aceleram a cicatrização dos tecidos e apoiam o sistema imunitário no período pós-operatório — a confirmar com o cirurgião e o anestesista quanto a interações medicamentosas.
- Colagénio marinho hidrolisado + vitamina C: síntese de colagénio nos tecidos cutâneos, musculares, ósseos e ligamentares — aminoácidos essenciais à reconstrução da matriz cicatricial
- Zinco: cofator indispensável para a síntese proteica e a imunidade celular — a sua carência retarda significativamente a cicatrização — 10–15 mg/dia em cura pós-operatória
- Vitamina D3: apoio imunológico e ósseo — a sua deficiência é frequente e agrava os riscos de infeção pós-operatória — manter ≥ 30 ng/mL
- Ómega-3 (EPA/DHA): reduzem a inflamação pós-cirúrgica — a confirmar com o cirurgião (ligeiro efeito anticoagulante, possível interrupção antes da operação)
- Probióticos: restauração do microbioma intestinal após a terapia antibiótica perioperatória — prevenção da diarreia pós-antibiótica e da disbiose
Como gerir a dor e as complicações pós-operatórias?
A gestão da dor pós-operatória é multidisciplinar — os princípios ativos naturais vêm complementar o protocolo analgésico prescrito pelo cirurgião.
- Analgesia multimodal: paracetamol + AINEs + opióides de acordo com o escalão da OMS — os opióides são utilizados como último recurso devido aos riscos de dependência e de íleo pós-operatório
- Frio local: aplicação de gelo nas zonas operadas (cicatriz protegida) — redução do edema e da dor periférica — 15–20 min, 4–6 vezes/dia nos primeiros dias
- Magnésio: reduz as contraturas musculares pós-operatórias — 300–400 mg/dia — pode ser prescrito por via intravenosa durante a anestesia (efeito analgésico comprovado)
- Trombose venosa profunda: prevenção através da mobilização precoce (levantar-se no próprio dia da cirurgia, se possível), meias de compressão — consulte a nossa gama de meias de compressão venosa — anticoagulante preventivo prescrito pelo cirurgião
- Meditação e técnicas de relaxamento: reduzem a perceção da dor pós-operatória — integradas nos protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery)
Que sinais de alerta pós-operatórios exigem uma consulta urgente?
- Infecção da ferida: vermelhidão + calor + secreção purulenta + febre > 38 °C — consultar imediatamente — não esperar pela próxima consulta de controlo
- Trombose venosa profunda (TVP): membro inferior quente, vermelho, doloroso e com edema — emergência — risco de embolia pulmonar
- Embolia pulmonar: dispneia súbita + dor torácica + taquicardia — emergência vital — ligue para o 15
- Hemorragia: sangramento abundante ou hematoma em expansão ao nível da cicatriz — emergência cirúrgica
- Qualquer dor que se agrave após as primeiras 48–72 horas (normalmente tende a melhorar) — sinal de alerta a comunicar imediatamente ao cirurgião